advertisemen tA cidade de Maputo testemunhou, nesta sexta-feira, 21 de Novembro, o lançamento do Clube de Petróleo, num evento que reuniu representantes do sector público, privado e académico, marcando a criação de uma plataforma destinada a fortalecer o diálogo e a capacitação no sector energético nacional. Durante a cerimónia, foi anunciado que o País irá acolher, em 2026, um encontro internacional dedicado ao futuro da energia e da sustentabilidade. O fórum, com o tema “Soberania Energética Africana, Segurança Global e Transições Sustentáveis”, terá três dias de duração e vai decorrer no Centro de Conferências Joaquim Chissano. Segundo a organização, o evento de 2026 incluirá palestras, debates temáticos e espaços de colaboração entre especialistas nacionais e estrangeiros, com o objectivo de promover soluções energéticas equilibradas, eficientes e sustentáveis para o continente. Na ocasião, Helena Kida, membro do clube, destacou que o mesmo nasce do reconhecimento da “riqueza de recursos minerais e naturais” do País, salientando que a nova plataforma pretende preparar melhor a sociedade para lidar com esses recursos de forma responsável e estratégica. Kida afirmou que o clube tem também como missão reduzir a dependência de mão-de-obra estrangeira, através da formação e valorização de jovens moçambicanos, fortalecendo a capacidade nacional ao longo de toda a cadeia do sector energético. A dirigente sublinhou que o lançamento ocorre num período marcado pela transição energética, defendendo que Moçambique não pode “ficar para trás” nas mudanças globais e que o País deve posicionar-se para liderar processos futuros na região. Helena Kida enfatizou ainda que o clube assume um papel neutro e inclusivo, sem filiação partidária ou institucional, funcionando como um espaço de diálogo que reúne Governo, empresas, universidades e comunidades num processo comum de cooperação. Com a criação do Clube de Petróleo e a realização do fórum internacional anunciado para 2026, os organizadores acreditam estar a dar um passo importante para promover o desenvolvimento do sector energético e reforçar a posição de Moçambique no debate global sobre o futuro da energia. Texto: Germano Ndlovo
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