Moçambique deixou de liderar a lista dos países com maiores valores bloqueados a companhias aéreas, ao reduzir 55,6% os fundos retidos nos últimos seis meses, fixando o montante actual em 91 milhões de dólares, segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Em Abril deste ano, o País ocupava o primeiro lugar da lista, com 205 milhões de dólares bloqueados para repatriamento. No mais recente balanço, divulgado esta semana, a IATA coloca Moçambique na quarta posição, atrás da Argélia, com 307 milhões de dólares, do Bangladesh e de Angola, que retêm 81 milhões de dólares. De acordo com a organização, 93% dos fundos bloqueados em todo o mundo concentram-se actualmente em países africanos e do Médio Oriente. A IATA voltou a apelar aos Governos para suprimirem todas as restrições que impedem as companhias de repatriar as suas receitas em moeda estrangeira, lembrando que essas receitas provêm de passagens, carga e outros serviços, estando protegidas por acordos bilaterais de transporte aéreo. As limitações referidas incluem “procedimentos onerosos ou inconsistentes para obter aprovação de repatriação, escassez de divisas, atrasos e restrições impostas por Governos ou bancos centrais”, sublinha a IATA, citada no relatório. Willie Walsh, director-geral do organismo, defendeu que as transportadoras precisam de acesso fiável às suas receitas em dólares norte-americanos para manter as operações: “É também do interesse dos Governos fomentar o catalisador económico que as companhias aéreas proporcionam, conectando as economias globalmente”, afirmou. Em Fevereiro, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) já tinha alertado para os efeitos negativos da escassez de divisas, alertando que algumas companhias estavam a limitar ou suspender operações no País. Entre os casos referidos na altura, figurava a Ethiopian Airlines, que, apesar de manter voos para Moçambique, restringiu a venda de bilhetes no País, autorizando transacções apenas a partir do exterior e em moeda estrangeira.

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