a d v e r t i s e m e n tA Bolsa de Mercadorias de Moçambique (BMM) formalizou esta terça-feira, 26 de Agosto, a assinatura de memorandos de entendimento com a Bolsa Universal de Mercadorias da Bielorrússia e com a Bolsa Internacional de Mercadorias de São Petersburgo, Federação Russa.

A cerimónia, realizada em Maputo, marcou um passo considerado “estratégico” no processo de internacionalização da BMM, que passa a beneficiar da experiência acumulada por instituições com mais de duas décadas de actividade. Segundo a presidente do Conselho de Administração da BMM, Victória Paulo, as parcerias irão centrar-se na troca de informação sobre tendências de preços de referência de ‘commodities’, na localização e certificação de mercadorias e no reforço da transparência nas transacções.

“Queremos que a nossa BMM seja vigorosa e interventiva, criando um espaço em que compradores e vendedores nacionais possam interagir directamente com operadores de outros mercados, nomeadamente da Bielorrússia e da Federação Russa”, afirmou a responsável, sublinhando que o objectivo é aumentar a competitividade dos produtores moçambicanos.

A cooperação, que surge no contexto da adesão da BMM à Associação das Bolsas de Mercadorias do Continente Africano e no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africano, prevê igualmente capacitação institucional e abertura de novas rotas comerciais. “Estamos a expor Moçambique ao mundo. Um comprador bielorusso poderá adquirir mercadorias através da nossa bolsa, tal como um vendedor nacional poderá colocar os seus produtos no mercado de São Petersburgo”, acrescentou a fonte.

Na ocasião, representantes da Bolsa Universal de Mercadorias da Bielorrússia destacaram que a instituição, com cerca de 36 mil vendedores e mais de 8200 empresas de 83 países registadas, poderá servir de ponte entre África e a Europa de Leste. Foram também apresentadas oportunidades de exportação e importação, abrangendo produtos agrícolas, minerais e energéticos.

Já a delegação russa, liderada pela Spimex (St. Petersburg International Mercantile Exchange), salientou o potencial de integração do País em plataformas de comércio ligadas ao espaço euroasiático e a blocos como a Organização de Cooperação de Xangai e os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Para a BMM, estes acordos reforçam a confiança do sector privado e incentivam a certificação da produção agrícola nacional, considerada essencial para garantir padrões de qualidade e melhores preços de referência. “O mercado secundário precisa de ser ordeiro e íntegro, sem espaço para corrupção. A certificação é fundamental para lançar os produtos moçambicanos além-fronteiras”, defendeu Victória Paulo.

Texto: Nário Sixpenea d v e r t i s e m e n t

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