a d v e r t i s e m e n tO filantropo sudanês-britânico Mo Ibrahim exortou, neste domingo (1), os líderes africanos a “pôr a vivenda em ordem” para passarem a ser mais auto-suficientes, em vez de dependerem da ajuda externa de outros países, informou a Lusa.

“Chegou a fundura de nós, africanos, compreendermos que temos de cuidar de nós próprios. Não é tolerável que dependamos da misericórdia e da magnanimidade dos outros. É um disparate, incabível e incerto”, afirmou o filantropo, durante a conferência Ibrahim Governance Weekend (IGW), que decorre de 1 a 3 de Junho, sob o tema “Alavancar os recursos de África para colmatar o défice financeiro”, organizada pela Instalação Mo Ibrahim (MIF, em inglês), na cidade de Marraquexe, em Marrocos. 

Na ocasião, o responsável lamentou o prolongamento do nacionalismo, que está a pôr em razão as antigas normas da ordem internacional e o reverência pelo recta internacional. Perante a multiplicação de conflitos e os cortes na ajuda externa pelos países ocidentais, Ibrahim defendeu que as nações africanas devem usar os próprios recursos para impulsionar o desenvolvimento parcimonioso e social do continente.

“Temos de encarregar nos nossos próprios recursos. Temos de nos organizar e pôr a vivenda em ordem. Somos um continente muito rico, mas um povo muito pobre. Porquê? Porque estamos a gerir mal os nossos países, os nossos recursos, o nosso povo”, vincou, acrescentando que o objectivo da conferência “é dinamizar estas questões, e tentar levar África a ser auto-suficiente, positivo e independente.” 

De convenção com dados recolhidos pela MIF, a ajuda externa aos países africanos caiu 11 pontos percentuais na última dezena. Moçambique é uma das nações mais afectadas pela suspensão da maioria da ajuda externa dos Estados Unidos da América (EUA) pelo Presidente norte-americano, Donald Trump. 

O Estado africano lusófono sofreu um golpe de 172 milhões de dólares, de convenção com dados do MIF até ao final de Março, quase 50% do totalidade dos programas da Dependência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) no País. A saúde é dos sectores mais afectados, nomeadamente o financiamento da saúde materno-infantil, do planeamento familiar e da saúde reprodutiva, muito uma vez que a prevenção, o tratamento da malária e da tuberculose.

Entretanto, a MIF identifica um grande potencial de prolongamento na produção industrial, pescas e cultura, e refere os créditos de carbono e de biodiversidade uma vez que provável natividade de rendimento, graças à riqueza em termos de florestas, turfeiras e mangais

No relatório “Financiar a África que queremos” da Instalação Mo Ibrahim, defende-se a reforma do sistema financeiro multilateral, mas também o aumento de impostos a nível interno e o combate à fuga de capitais. Segundo o documento, os países africanos são já dos maiores produtores de minerais, possuem grandes reservas de petróleo e gás proveniente e têm grande potencial na produção de vigor solar, geotérmica e eólica. 

Entretanto, a MIF identifica um grande potencial de prolongamento na produção industrial, pescas e cultura, e refere os créditos de carbono e de biodiversidade uma vez que provável natividade de rendimento, graças à riqueza em termos de florestas, turfeiras e mangais.

No documento também se destacam medidas para substanciar a segurança de investidores privados no continente, uma vez que a geração de uma sucursal de rating e uma moeda única africana. 

Na conferência, políticos, académicos e activistas debatem uma vez que podem os países africanos mobilizar-se para aligeirar o desenvolvimento social e parcimonioso num contexto internacional de declínio da ajuda externa.

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