a d v e r t i s e m e n tA Missão de Observação da União Africana (UA) fez saber, nesta quarta-feira, 5 de Novembro, que a s eleições na Tanzânia não cumpriram os padrões democráticos estabelecidos, tendo sido uma votação contestada que desencadeou protestos mortais.
Segundo noticiou a Reuters, a Presidente Samia Suluhu Hassan foi declarada vencedora esmagadora da votação de 29 de Outubro, mas os opositores acusaram o Governo de fraude e houve protestos contra a exclusão dos seus principais adversários.
“Nesta fase preliminar, a Missão conclui que as Eleições Gerais de 2025 na Tanzânia não cumpriram os princípios da UA, os quadros normativos e outras obrigações e padrões internacionais para eleições democráticas”, afirmou o organismo.
“Os observadores viram fraude eleitoral em várias secções de voto, com pessoas a receberem vários boletins de voto”, frisou, referindo também a ausência de representantes dos partidos políticos. Durante a contagem, “alguns observadores foram convidados a abandonar as secções”, acrescentou.
O Governo afirmou que a eleição foi justa e transparente. No entanto, o principal partido da oposição da Tanzânia, o Chadema, que foi impedido de participar na eleição, afirmou ter documentado centenas de mortes nos protestos.
Por sua vez, o presidente da Tanganyika Law Society, Boniface Mwabukusi, que representa advogados na Tanzânia continental, destacou uma estimativa de número de mortos em mais de mil, com base em relatos de contactos locais.
No entanto, “foi difícil compilar uma contagem precisa, porque o Governo estava a ameaçar as pessoas para as impedir de partilhar informações”, anuiu.
Hassan, que voltou a tomar posse na segunda-feira (3) após ter obtido 98% dos votos, reconheceu que houve mortes, mas o seu Governo considerou o número apresentado pela oposição extremamente exagerado.
“A Tanzânia deve priorizar reformas eleitorais e políticas para abordar as causas profundas dos desafios democráticos e eleitorais observados antes, durante e após as eleições da semana passada”, acrescentou a Missão da UA no seu comunicado.
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