A ministra brasileira do Planeamento disse esperar que os Estados Unidos incluam o moca e as carnes na lista de exceções à tarifa suplementar de 50% sobre importações brasileiras, que entra em vigor esta quinta-feira.


Moca e carnes, dois dos principais produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos, ficaram inicialmente fora da lista de exceções divulgada pela Gestão de Donald Trump, apesar de o Brasil ser o maior fornecedor mundial de ambos os bens, cuja restrição pode encarecer os preços para os consumidores norte-americanos.


“Duas coisas que ficaram de fora da lista e que são apreciadas por eles são a músculos e o moca. Por isso, consideramos que, quando analisarem a inflação que essa medida provocará e realizarem um estudo de opinião pública sobre o seu encarecimento, vão rever a decisão”, disse Simone Tebet, citada pela prensa brasileira.


Segundo a ministra, os Estados Unidos terão dificuldades em encontrar novos fornecedores, caso a músculos e o moca brasileiros fiquem excessivo caros para os consumidores locais.


Tebet afirmou que o Brasil poderá redirecionar a sua produção para outros mercados, num contexto em que a mais recente colheita atingiu preços recorde devido à escassez da oferta.


A ministra destacou que, além da quebra na produção brasileira, o Vietname — segundo maior produtor global de moca — também enfrentou problemas na colheita, o que agravou a escassez global do grão.


Quanto à músculos, Tebet salientou que os Estados Unidos dificilmente encontrarão fornecedores alternativos, enquanto o Brasil pode destinar a sua produção a outros mercados.


“É verosímil que tenhamos surpresas nos próximos dias (com o pregão de novas exceções). Não precisa necessariamente de ser amanhã (quarta-feira), mas podemos esperar surpresas, porque é um tanto que lhes interessa”, declarou.


Em 2024, o Brasil exportou 8,1 milhões de sacas de moca para os Estados Unidos, no valor de tapume de dois milénio milhões de dólares (1,7 milénio milhões de euros), o equivalente a 16% das exportações brasileiras do grão e a aproximadamente um terço do mercado norte-americano.


As vendas de carnes para os Estados Unidos — segundo maior fado das exportações brasileiras do setor — totalizaram 1.600 milhões de dólares (1.400 milhões de euros) em 2024, representando 16,7% dos embarques totais do resultado.


Juntos, o moca e as carnes corresponderam a respeito de 9% do totalidade das exportações brasileiras para os EUA no ano pretérito, num valor global de tapume de 40 milénio milhões de dólares (34 milénio milhões de euros).


A eventual inclusão desses produtos na lista de exceções poderá mitigar ainda mais o impacto da tarifa.


De combinação com estimativas do Governo brasiliano, uma vez que a lista inicial de exceções ao novo imposto inclui vários dos principais produtos exportados pelo Brasil para os EUA – uma vez que petróleo e combustíveis, aviões, minérios e sumo de laranja –, a taxa punitiva deverá atingir somente 36% das vendas.


Isso porque, segundo Brasília, as exceções já anunciadas abrangem 44% das exportações brasileiras para os Estados Unidos e os restantes 20% dizem saudação a aço, alumínio, automóveis e autopeças, que têm um regime próprio.

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