advertisemen tO Ministério das Finanças (MF) e o Ministério Público (MP) vão lançar uma “linha verde” destinada a receber denúncias de corrupção e más práticas no sector das finanças públicas, anunciou esta quarta-feira (29) a ministra das Finanças, Carla Loveira. “Nenhuma reforma financeira será eficaz se não assentar em princípios sólidos de ética, transparência e responsabilidade”, sublinhou a ministra, ao intervir no Conselho Coordenador do Ministério das Finanças, que decorre esta quarta-feira na província de Maputo. “É com particular satisfação que anuncio a assinatura iminente de um memorando entre o MF e o MP, que instituirá uma linha verde para denúncias de corrupção e más práticas no sector das finanças públicas”, declarou Carla Loveira, acrescentando: “A iniciativa insere-se no âmbito do combate à corrupção” e que “vai reforçar as medidas já em implementação relativas à ética e deontologia profissional, bem como ao controlo interno.”advertisement “Simboliza o nosso compromisso em consolidar uma cultura institucional onde a integridade não seja a excepção, mas sim a regra, e onde o serviço público se oriente por valores e não por interesses pessoais”, apontou a governante. Compromisso com a transparência e a boa gestão Dirigindo-se aos quadros do MF, Carla Loveira reforçou que “a confiança dos cidadãos e dos parceiros depende da nossa capacidade de gerir os recursos públicos com rigor, transparência e sentido de Estado.” “Cada um de nós, em cada função e em cada nível, é guardião dos recursos do povo moçambicano. A boa gestão das finanças públicas não é apenas uma exigência técnica, é um acto de patriotismo e uma expressão de cidadania responsável”, destacou a ministra. “Dirigimo-nos, em particular, a todos aqueles que manuseiam valores do Estado: esses recursos pertencem ao povo moçambicano e não devem, sob qualquer pretexto, ser utilizados para fins ilícitos ou em benefício de poucos em detrimento da maioria”, acrescentou Carla Loveira. A governante apelou ainda à união e à determinação no “propósito comum de construir um Estado eficiente, transparente e inclusivo”, que “sirva melhor o seu povo e promova um futuro de prosperidade para todos.” O Presidente da República, Daniel Chapo, sublinhou a 13 de Outubro que o País mantém um compromisso inequívoco com o combate à corrupção, frisando a necessidade de acabar com o “sentimento de impunidade que prevalece” na sociedade e na administração pública. “A corrupção destrói a confiança dos cidadãos nas instituições, mina o tecido social, desvia recursos que deveriam servir o povo, enfraquece a economia, compromete o desenvolvimento e aumenta as desigualdades sociais”, afirmou Daniel Chapo na abertura da Conferência Nacional sobre Combate à Corrupção, promovida pela Procuradoria-Geral da República. Fonte: Lusa
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