
“O Amália é estratégico para Portugal. Assim o país poderá dispor de um modelo avançado de IA treinado em português europeu, preparado para responder a casos de uso concretos — desde o apoio jurídico e análise de processos administrativos ao atendimento digital e melhoria dos serviços públicos”, refere o ministério da Reforma do Estado, na nota “Q&A sobre a Agenda Nacional de Inteligência Artificial” (perguntas e respostas acerca da agenda). “Os resultados obtidos até agora confirmam essa escolha: o relatório técnico preparado pela equipa de investigação e desenvolvimento demonstra que o Amália apresenta melhor desempenho em português europeu do que outros modelos abertos existentes, o que valida esta aposta e reforça a necessidade de continuidade”, sublinha o ministério. Em 29 de dezembro, a Lusa tinha noticiado que o Amália tinha melhor desempenho em português europeu face a outros modelos abertos, de acordo com o relatório técnico da equipa de investimento e desenvolvimento a que a agência de notícias teve acesso. Uma ação de literacia em inteligência artificial (IA), com foco na sensibilização para os riscos e uso responsável da tecnologia para cidadãos está prevista para o primeiro semestre deste ano, segundo o plano de ação da agenda nacional. Lusa | 11:03 – 08/01/2026 “Os resultados mostram que o AMALIA-DPO (Direct Preference Optimization) atinge o melhor desempenho entre os modelos totalmente abertos por uma margem considerável, obtendo mesmo os melhores resultados entre todos os modelos em lexicologia e semântica, demonstrando um domínio robusto das competências linguísticas específicas” do português de Portugal em diversas categorias, lia-se no documento. Em 2026, “o investimento será orientado para o desenvolvimento de novos casos de uso, incluindo no sistema educativo, para apoiar alunos e professores com ferramentas adaptadas ao contexto português”, segundo o ministério, que adianta que “será assegurada a evolução segura do modelo, garantindo alinhamento com a Agenda Nacional de IA e com os princípios europeus de responsabilidade, ética e transparência”. O modelo Amalia é desenvolvido por uma equipa composta pela Universidade Nova de Lisboa, o Instituto Superior Técnico, a Universidade de Coimbra, a Universidade do Porto, a Universidade do Minho e a Fundação para a Ciência e Tecnologia. Uma ação de literacia em inteligência artificial (IA), com foco na sensibilização para os riscos e uso responsável da tecnologia para cidadãos está prevista para o primeiro semestre deste ano, segundo o plano de ação da agenda nacional. Lusa | 11:03 – 08/01/2026 A Agenda Nacional de Inteligência Artificial (ANIA) e o respetivo modelo de governação foi hoje publicado em Diário da República, bem como o Plano de Ação da Agenda Nacional de Inteligência Artificial (PAANIA) para o período 2026-2030, que é atualizado quando necessário. Os diplomas entram em vigor no dia seguinte ao da sua publicação, ou seja, na sexta-feira. A Agenda Nacional de Inteligência Artificial terá um investimento acima dos 400 milhões de euros até 2030, maioritariamente com fundos euros. Leia Também: Governo investe 25 milhões para adoção de IA na Administração Pública
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