a d v e r t i s e m e n tA mineradora chinesa Zhejiang Huayou Cobalt, começará a produzir sulfato de lítio durante o primeiro trimestre de 2026 em sua nova fábrica de 400 milhões de dólares no Zimbabué, informou a empresa na quinta-feira (16), à medida que o país africano pressiona por mais processamento local.

A fábrica recém-concluída na mina Arcadia, de propriedade integral da Prospect Lithium Zimbabwe, da Huayou, tem capacidade para produzir mais de 50 mil toneladas métricas de sulfato de lítio por ano, anunciou o gerente geral da Prospect Lithium Zimbabwe, Henry Zhu durante uma visita às instalações.

O sulfato de lítio é um produto intermédio que pode ser refinado num material de grau de bateria, como hidróxido de lítio ou carbonato de lítio, usado na fabricação de baterias.

“Começaremos a primeira produção no início do próximo ano”, afirmou Zhu, acrescentando que “a quantidade de sulfato de lítio deve ser superior a 60 mil toneladas métricas, mas isso dependerá da configuração da fábrica, pois ela é totalmente nova.”

O Zimbabué, maior produtor de lítio da África, tem incentivado as mineradoras a processar o mineral no país, a fim de ajudar a impulsionar sua economia.

A Huayou, que adquiriu a mina de lítio Arcadia por 422 milhões de dólares em 2022, encomendou um concentrador de lítio de 300 milhões de dólares em 2023.

A empresa e outras metalúrgicas chinesas, como a Sinomine, Chengxin Lithium Group, Yahua Group e Tsingshan Holding, dominam a mineração de lítio no Zimbabué produzindo concentrados e enviando-os para o seu país de origem.

A Huayou exportou 400 mil toneladas de concentrado de lítio do Zimbabué em 2024.

O país da África Austral proibirá a exportação de concentrados de lítio a partir de 2027, à medida que pressiona por mais processamento local.

A Sinomine também anunciou planos para construir uma fábrica de sulfato de lítio de 500 milhões de dólares na sua mina de Bikita, no Zimbabué.

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