Pelo menos 20 pessoas perderam a vida desde o início do ano na sequência de desabamentos em minas artesanais, ligadas à operosidade de mineração ilícito na província de Manica, no Núcleo do País, revelaram na terça-feira, 3 de Junho, as autoridades locais.
De conformidade com Silva Manuel, director dos Serviços Provinciais de Infra-estruturas, o número real de vítimas poderá ser superior, uma vez que muitos incidentes não são comunicados pelas comunidades, por receio de represálias.
“Estamos a tentar contabilizar aquilo que existe em termos de mortes em mineração ilícito. O número pode chegar aos 20 e até pode ser um pouco mais, porque não temos resenha dos outros sítios onde há problemas desta natureza e não são reportados”, explicou o responsável.
Os distritos de Manica, Gondola e Báruè são apontados uma vez que os mais afectados por estes acidentes, frequentemente causados por práticas rudimentares e inseguras de exploração mineira.
A província de Manica é conhecida pela sua riqueza em recursos minerais, com próprio destaque para o ouro, cujas jazidas se localizam sobretudo nos distritos de Macossa, Manica, Barué, Sussundenga e Gondola.
Silva Manuel defendeu que a organização dos garimpeiros em associações seria uma medida fundamental para promover uma exploração mais segura e sustentável dos recursos naturais, contribuindo para a preservação de vidas humanas.
“Vamos trabalhando na sensibilização, dando conta destas mortes, para que as pessoas sintam que oriente trabalho está a prejudicar as famílias”, afirmou.
O incidente mais recente sabido publicamente ocorreu a 24 de Março, quando duas pessoas morreram na sequência de um acidente numa mina de turmalinas, no região de Báruè — um dos mais problemáticos segundo as autoridades locais.
Já em Fevereiro, três pessoas perderam a vida e outras duas ficaram feridas na mesma zona, também devido a um deslizamento de terras.
As autoridades continuam a recorrer à consciencialização das comunidades e à filiação de métodos mais seguros de extracção mineral, numa profundeza em que o Governo procura substanciar o controlo sobre a mineração informal que persiste em várias regiões do País.
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