A ‘gigante’ tecnológica americana investiu 7,3 mil milhões de dólares no país desde 2023, no âmbito de uma iniciativa apoiada pelos governos dos Estados Unidos da América (EUA) e dos Emirados Árabes Unidos, indicou o seu presidente Brad Smith, numa carta publicada à margem de uma visita a Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

Este montante inclui um investimento de 1,5 mil milhões de dólares na empresa de IA G42, dirigida pelo conselheiro de segurança do país e irmão do presidente dos Emirados, Tahnoon bin Zayed.
“Desde o início de 2026 até ao final de 2029, pretende-se gastar mais de 7,9 mil milhões de dólares (cerca de 6,8 mil milhões de euros)” adicionais para continuar a desenvolver a infraestrutura de IA e nuvem no país, elevando o orçamento total para 15,2 mil milhões de dólares, acrescentou Tahnoon bin Zayed.
Os Emirados estão entre os principais exportadores de petróleo do mundo e fizeram da IA um dos pilares da sua estratégia de diversificação económica, com a ambição de se tornar um líder mundial até 2031.
No entanto, o país está sujeito às regras impostas pelos EUA para restringir as exportações de determinados ‘chips’ de IA para a China, uma das quais prevê autorizações para qualquer exportação, a fim de limitar as operações que consistam em contornar as restrições através de países terceiros.
Estão previstas isenções para países considerados “amigos” dos Estados Unidos, mas a maioria está sujeita a limites máximos.
Durante a visita do Presidente norte-americano, Donald Trump, a Abu Dhabi em maio, os Emirados e os Estados Unidos celebraram uma parceria estratégica em IA, o que deixou esperanças de um abrandamento dessas regras em relação ao país.
Sob a administração de Joe Biden, a Microsoft foi das poucas empresas a obter licenças de exportação para os Emirados, permitindo acumular no país o equivalente a 21.500 ‘chips’ A100 da empresa Nvidia.
Desde a chegada de Trump à Casa Branca, a Microsoft obteve, em setembro, pela primeira vez, licenças que permitem enviar o equivalente a 60.400 ‘chips’ A100 adicionais, envolvendo, neste caso, tecnologias ainda mais avançadas.
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