advertisemen tA semana ficou marcada por sinais mistos no panorama macroeconómico de Moçambique. De um lado, a Oxford Economics antevê uma desvalorização do metical em 2026, pressionado por baixas reservas internacionais e exigências do FMI. Do outro, a arrecadação de impostos e a entrada de donativos externos reforçaram o financiamento estatal, ajudando a mitigar riscos fiscais imediatos. Metical pode perder valor com novo acordo do FMI A Oxford Economics prevê uma desvalorização gradual do metical durante a implementação do novo programa de ajustamento financeiro com o FMI. A consultora aponta a escassez de reservas em moeda estrangeira como uma das principais causas da pressão sobre a moeda nacional e alerta para efeitos inflacionários da medida. O banco central, por sua vez, deverá subir a taxa de juro de referência para 10% até ao final de 2026, tentando conter a subida dos preços.advertisement O Banco de Moçambique (BdM) já cortou a taxa MIMO para 9,5%, mas os riscos continuam. A dívida pública interna subiu para 465,8 mil milhões de meticais (7,2 mil milhões de dólares), agravando as dificuldades do mercado. O governador Rogério Zandamela alertou que o aumento do endividamento interno ameaça a estabilidade económica, num contexto de baixa liquidez cambial e endurecimento das condições monetárias. Donativos externos ultrapassam 499 milhões de dólares Moçambique recebeu quase 500 milhões de dólares em donativos externos entre Janeiro e Setembro, segundo o Ministério das Finanças. O volume foi impulsionado por seis acordos com o Banco Mundial (438,2 milhões de dólares) e dois com o Banco Africano de Desenvolvimento (61,4 milhões). Os donativos apoiam projectos nas áreas de transporte, energia e empoderamento socioeconómico. O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, destacou que a estabilização macroeconómica é essencial para atrair investimento e combater a pobreza. A instituição comprometeu-se a apoiar Moçambique nos próximos cinco anos com foco no turismo, juventude, energia e corredores logísticos. O apelo é claro: investir no potencial energético e humano do País. Receita do IRPC atinge 1,2 mil milhões de dólares As empresas moçambicanas pagaram 77 mil milhões de meticais (1,2 mil milhões de dólares) em IRPC até Setembro, um crescimento de 2,4% face ao mesmo período de 2024. Segundo o Ministério das Finanças, o aumento deve-se ao desempenho de 13 grandes contribuintes, incluindo o Banco de Moçambique, EDM, Movitel, CFM e outras empresas estratégicas. O IRPC representou 28,5% das receitas correntes do Estado, tendo já atingido 76,7% da meta anual. Apesar desse crescimento, as receitas totais com impostos recuaram 1%, para 233,6 mil milhões de meticais (3,6 mil milhões de dólares), sinalizando desafios na arrecadação fiscal, com impacto nas contas públicas. Reservas internacionais descem ligeiramente As Reservas Internacionais Líquidas de Moçambique caíram 1% em Setembro, fixando-se em 3,9 mil milhões de dólares. Após seis meses consecutivos de alta, os dados do BdM indicam uma ligeira inversão da tendência, reflectindo a persistente pressão sobre o mercado cambial e os desafios de cobertura das importações. O banco central implementou medidas como a obrigatoriedade de conversão de 50% das receitas de exportação e redução dos limites de retenção de divisas pelos bancos. O Presidente da República, Daniel Chapo, criticou a banca por criar uma escassez artificial de divisas, enquanto a CTA alertou para os impactos negativos na saúde, aviação, combustíveis e alimentação. Texto: Felisberto Rucoa dvertisement

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