A semana que passou foi marcada pela saída de mais um fundador da xAI, a empresa de Inteligência Artificial de Elon Musk que, dessa forma, tem apenas metade dos 12 fundadores originais. O mais recente cofundador da xAI a deixar a empresa foi Jimmy Ba, que deixou uma mensagem na rede social X onde aproveitou para agradecer a Elon Musk. “Estou grato por ter ajudado desde o início. Um enorme agradecimento a Elon Musk por nos unir nesta jornada incrível”, dizia a postagem de Ba. “Estou muito orgulhoso do que a xAI fez e continuarei próximo como um amigo da equipe. Obrigado por todo o trabalho que foi feito juntos. As pessoas e a camaradagem são os verdadeiros tesouros deste lugar.” O empresário bilionário Elon Musk anunciou segunda-feira a fusão de sua empresa aeroespacial SpaceX com sua startup de inteligência artificial (IA), xAI, para formar uma forma mais ambiciosa de inovação. Lusa | 07:08 – 03/02/2026 De acordo com o Business Insider, que obteve relatos de pessoas próximas à xAI, Ba era responsável por uma grande parte da empresa até o final do ano passado. No entanto, a responsabilidade de Ba acabou sendo tirada dele e dividida entre outros dois cofundadores, Tony Wu e Guodong Zhang. No entanto, Wu acabou deixando a empresa dois dias antes de Ba, o que forçou a xAI a ter que fazer uma nova reestruturação. Último dia na missão de xAI.xAI é empurrar a humanidade para cima da árvore de tecnologia Kardashev. Grateful to have helped cofound at the start. E agradecimentos enormes a @elonmusk por nos trazer juntos nesta incrível jornada. So proud of what the xAI team has done and will continue to stay close… — Jimmy Ba (@jimmybajimmyba) February 11, 2026 Grok investigado pela Comissão Europeia A Comissão Europeia anunciou uma investigação ao Grok, a ferramenta de inteligência artificial da rede social X, por disseminação de imagens sexualmente explícitas manipuladas na União Europeia (UE), incluindo conteúdos que possam constituir abuso sexual de menores. Em comunicado divulgado hoje em Bruxelas, o executivo comunitário relata uma nova investigação formal contra o X, sob a Lei de Serviços Digitais, para “avaliar se a empresa avaliou e mitigou adequadamente os riscos associados à implementação das funcionalidades do Grok (…) na UE”. “Esses riscos incluem a disseminação de conteúdo ilegal na UE, como imagens sexualmente explícitas manipuladas, incluindo conteúdo que possa constituir material de abuso sexual de menores”, revela a instituição, acusando o X de “expor os cidadãos da União a danos graves”. A justiça brasileira e duas agências nacionais ordenaram que a rede social X “implemente imediatamente” medidas “para impedir” a geração de imagens de caráter sexual pela ferramenta de inteligência artificial Grok. Lusa | 08:13 – 12/02/2026 O executivo comunitário vai, nesta investigação de caráter prioritário, analisar “mais aprofundadamente se a X cumpre, com o Grok, as suas obrigações” ao abrigo da Lei dos Serviços Digitais, nomeadamente se evita a disseminação de conteúdos ilegais, os efeitos negativos relacionados com a violência baseada no género e as consequências negativas graves e ainda se comunica a Bruxelas as devidas “avaliações de riscos”. Em questão está a introdução de um recurso que permite conteúdo manipulado (‘deepfake’). A Comissão Europeia ampliou outra investigação em andamento, iniciada em dezembro de 2023, sobre o cumprimento pelo X de suas obrigações de gerenciamento de risco associadas aos seus sistemas de recomendação. Bruxelas quer verificar “o impacto da recente mudança anunciada para um sistema de recomendação baseado no Grok”. Se todas essas acusações forem comprovadas nas investigações, podem estar envolvidas várias infrações à lei comunitária, que podem resultar em multas pesadas. O assistente de Inteligência Artificial (IA) Grok inundou a rede social X com cerca de três milhões de imagens sexualizadas durante 11 dias, incluindo 23.000 de crianças e 1,8 milhão de mulheres, concluiu um relatório. Lusa | 14:08 – 23/01/2026 A Comissão Europeia diz que vai continuar a recolher provas, nomeadamente através do envio de pedidos adicionais de informação, da realização de entrevistas ou inspeções, podendo ainda impor medidas provisórias caso não sejam feitos ajustes significativos ao serviço X. O Grok é uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida desde 2024 pelo X, a rede social do empresário norte-americano Elon Musk, que permite aos usuários gerenciar texto e imagens e fornecer informações contextuais às publicações dos usuários. A UE se tornou a primeira jurisdição do mundo com regras para plataformas digitais, que agora são obrigadas a remover conteúdo ilegal e prejudicial, sob a nova Lei de Serviços Digitais. A lei foi criada para proteger os direitos fundamentais dos usuários ‘online’ na UE e se tornou uma legislação sem precedentes para o espaço digital que responsabiliza as plataformas por conteúdo prejudicial, nomeadamente desinformação. A fusão entre SpaceX e xAI anunciada nesta semana fez com que a fortuna de Elon Musk fosse além do patamar de US$ 800 bilhões – o equivalente a 677,4 bilhões de euros. Miguel Patinha Dias | 11:35 – 04/02/2026 Tecnologias que não cumprem podem ter multas proporcionais ao seu tamanho. Essas regras rígidas para as empresas de tecnologia têm gerado bastante tensão entre Bruxelas e Washington, dado o apoio da administração dos EUA às suas grandes plataformas. Os Estados Unidos consideram que as recentes leis europeias criam barreiras não tarifárias que penalizam suas gigantes tecnológicas, setor que integra marcas como Google, Amazon ou Meta. Apesar das ameaças norte-americanas, a Comissão Europeia já avançou com multas. Leia também: Mãe de um dos filhos de Elon Musk processou empresa do Grok

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