Depois de ter passado grande parte de 2025 a contratar a ‘peso de ouro’ investigadores e especialistas em Inteligência Artificial de empresas rivais, a Meta decidiu terminar 2025 com uma nova aquisição. A Manus, uma startup fundada em Singapura e dedicada ao desenvolvimento de Inteligência Artificial, foi agora adquirida pela Meta, com o The Wall Street Journal a adiantar que o negócio foi concluído por um valor superior a 2 mil milhões de dólares (1,69 mil milhões de euros). Serve recordar que a Manus foi fundada em março deste ano e é conhecida por um agente de Inteligência Artificial que deu que falar na primavera, com um vídeo onde era possível ver o sistema a analisar candidatos a uma vaga de emprego, planear férias e até analisar portfólios de ações. O Facebook está a realizar um teste em que os utilizadores terão de pagar para ter a conta verificada de modo a conseguirem publicar mais do que duas publicações com links associados. Miguel Patinha Dias | 15:31 – 19/12/2025 Conta o site TechCrunch que, pouco depois da fundação da Manus, em abril, a startup conseguiu um volume de investimento tal que foi avaliada em 500 milhões de dólares (424,8 milhões de euros). O valor que terá sido pago pela Meta é, alegadamente, aquele que a Manus pretendia alcançar na próxima ronda de investimento. As informações disponíveis indicam que a Meta tem intenções de deixar a Manus continuar a operar de forma independente, isto ao mesmo tempo que integre os agentes de Inteligência Artificial no Facebook, Instagram e WhatsApp através do ‘bot’ de conversação Meta AI. Num comunicado publicado no seu portal, a empresa indicou estar “prestes a juntar-se à Meta”, mantendo a oferta de produtos e subscrições através da aplicação, bem como a sede operacional em Singapura, para onde se transferiu nos últimos anos. Segundo a empresa, desde o seu lançamento, a plataforma processou mais de 147 biliões de ‘tokens’ e criou mais de 80 milhões de “computadores virtuais”, permitindo aos agentes executar tarefas em ambientes simulados. O cientista computacional Geoffrey Hinton acredita que, à medida que a Inteligência Artificial continua a ser desenvolvida, haverá mais empregos em risco e mais pessoas a serem despedidas em novas áreas. Miguel Patinha Dias | 08:42 – 29/12/2025 A Manus sustentou que a integração na Meta irá reforçar a posição da plataforma na chamada “camada de aplicação” da IA, ao transformar capacidades avançadas em sistemas escaláveis ​​aplicáveis ​​em cenários reais. O diretor executivo da Manus, Xiao Hong, afirmou que o acordo permitirá crescer “sobre uma base mais sólida e sustentável”, sem alterar o modelo de funcionamento ou os processos de decisão da empresa, com o foco centrado na melhoria contínua do produto e na expansão dos serviços. De acordo com o jornal chinês The Paper, Liu Yuan, sócio da ZhenFund – uma das firmas chinesas de capital de risco investidoras na Manus – considerou tratar-se da “terceira maior aquisição da Meta desde a sua fundação”, apenas superada pelas compras do WhatsApp e da Scale AI. A Manus foi inicialmente desenvolvida pela empresa Butterfly Effect, criada na China e mais tarde transferida para Singapura. Leia Também: OpenAI paga mais de 470 mil euros por ano em nova vaga de emprego

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