advertisemen tA Administração Nacional de Estradas (ANE) confirmou que o mau tempo registado nas regiões Centro e Norte de Moçambique, principalmente na província de Nampula, deixou intransitáveis ​​vários troços de estradas não asfaltadas que interligam nove distritos, nomeadamente Mogovolas, Moma, Mecubúri, Ribaué, Lalaua, Nacala-a-Velha, Memba, Muecate e Larde. “A chuva está a causar danos severos na rede de estradas em Nampula, com uma extensão total de 6305 quilómetros. Por exemplo, a Estrada Regional Número 683, que liga Nametil, Mogovolas e Moma, está inacessível devido ao galgamento das águas e danos na ponte metálica sobre o rio Muririmue”, descreveu a ANE. Através de uma nota publicada pela Agência de Informação de Moçambique, a entidade esclareceu que o troço que liga a vila-sede de Mecubúri está igualmente intransitável devido ao corte nos acessos da ponte sobre o rio Mecubúri, acrescentando que situações similares se verificam nos demais distritos. Neste sentido, a ANE garantiu ter equipas técnicas no terreno a fazer a monitoria, avaliação dos danos e, simultaneamente, repor a transitabilidade nos locais afectados. “Aos automobilistas apelamos que façam a programação das deslocações e transporte de passageiros, e recomendamos que se evite a circulação de veículos com peso total acima de 10 toneladas em estradas terraplanadas”, concluiu. Na semana passada, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) anunciou que foram activadas acções de antecipação às cheias, após o alerta de ocorrência de chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas em cinco províncias das regiões Centro e Norte. “Diante deste cenário, o Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres activou as acções antecipadas às cheias e recomenda também a activação dos Centros Operativos de Emergência Distritais e dos Comités Locais de Gestão do Risco de Desastres, bem como a divulgação de informações de aviso através das rádios comunitárias, emissoras provinciais e outros meios locais”, descreve o INGD num comunicado. O organismo recordou que o mau tempo estava previsto para as províncias de Tete e Zambézia, no centro, e Nampula, Cabo Delgado e Niassa, no norte, acrescentando esperar-se o agravamento da situação prevalecente de cheias e inundações nas zonas baixas das bacias hidrográficas dos rios Montepuez, Megaruma, Muaguine, Rovuma, Monapo e Licungo. Em Outubro passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais (217,1 milhões de dólares). No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais (93 milhões de dólares) da verba necessária. Moçambique é considerado um dos países mais severamente afectados pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre anualmente entre Outubro e Abril. Só entre Dezembro e Março últimos, na última época ciclónica, Moçambique foi atingido por três ciclones, incluindo o Chido, o primeiro e mais grave, no final de 2024. O número de ciclones que atingem o País “tem vindo a aumentar na última década”, bem como a intensidade dos ventos, alerta-se no relatório do Estado do Clima em Moçambique 2024, do Instituto de Meteorologia de Moçambique, divulgado em Março. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement

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