
Em declarações ao jornal ‘online’, Centeno anunciou a sua disponibilidade e disse que foi incentivado por contactos europeus mantidos durante o tempo em que foi governador do BdP. Esta tarde, a Lusa já tinha questionado o Ministério das Finanças sobre o tema, mas até ao momento não obteve resposta. Ao Eco, o ex-ministro das Finanças referiu que a candidatura integra-se no seu “persistente contributo para o aprofundamento da integração europeia”. Mário Centeno assegurou sentir-se “motivado e qualificado” para o cargo. Entretanto, a Lusa tentou falar com Mário Centeno, mas até ao momento não foi possível. A decisão do ex-governador foi conhecida na véspera do prazo final para os Estados-membros da zona euro apresentarem os candidatos ao cargo de vice-presidente do BCE. Centeno já era apontado como um dos nomes na ‘corrida’ à sucessão de Luis de Guindos. Em novembro, o ministro das Finanças disse que o Governo “vê sempre com satisfação” que um português concorra a um alto cargo europeu, quando questionado sobre a eventual candidatura de Mário Centeno. “O Governo, naturalmente, como acontece sempre — e como aconteceu, por exemplo, com o doutor António Costa (antigo primeiro-ministro ministro, agora presidente do Conselho Europeu) recentemente — vê sempre com satisfação quando um português pode chegar a um cargo internacional”, disse Joaquim Miranda Sarmento. Segundo a imprensa local, entre os países que apresentaram candidatos para o cargo encontra-se Espanha, Finlândia, Letónia, Estónia, Croácia e Lituânia. Entre os nomes mais proeminentes, destaca-se o antigo comissário europeu finlandês Olli Rehn e o economista croata Boris Vujcic. O primeiro cargo a ficar vago no BCE será o de vice-presidente, quando o mandato de Luis de Guindos terminar em 31 de maio de 2026. Em seguida, serão abertas candidaturas para substituir o economista-chefe, Philip Lane, em maio de 2027 e a presidente, Christine Lagarde, em outubro desse ano. Leia Também: Mário Centeno rejeita ter tido papel no processo da Efacec: “Nenhum”
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