A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) encerrou pelo menos seis estabelecimentos de restauração e venda de bebidas, na província de Manica, centro de Moçambique, devido ao incumprimento das normas de higiene. No âmbito da mesma acção, foram igualmente destruídos mais de 4000 produtos fora de prazo, escreveu a Lusa. A medida resulta de acções de fiscalização realizadas durante a quadra festiva, que abrangeram pelo menos 14 unidades económicas, segundo informou a inspectora-geral da INAE, Shaquila Aboobacar. De acordo com a responsável, a fiscalização culminou com a suspensão temporária das actividades de seis estabelecimentos de restauração e bebidas, devido a falhas graves no cumprimento das normas de higiene, limpeza e segurança no processo de preparação das refeições. Durante as inspecções, a INAE identificou produtos deteriorados e mal conservados nas prateleiras, assim como deficiências de higiene e limpeza nos armários e nas cozinhas dos restaurantes, entre outras infracções. No total, foram destruídas 4249 unidades de diversos produtos fora de prazo e deteriorados, avaliados em 1558 euros. Entre os produtos apreendidos constam iogurtes, molho de tomate, camarão, carne, pão, bebidas e sorvetes. Recentemente, o Ministério da Economia anunciou a suspensão, até 10 de Janeiro, das restrições à distribuição e venda de bebidas alcoólicas aos fins-de-semana, dispensando igualmente a comunicação prévia para o alargamento do horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais. Apesar da flexibilização das medidas, o Ministério apelou aos agentes económicos para a observância rigorosa da legislação em vigor, incluindo o cumprimento das normas de licenciamento, dos horários estabelecidos e das regras de ordem pública, saúde e segurança. Em comunicado, o Ministério da Economia explicou que a medida visa criar maior flexibilidade para o exercício da actividade comercial, garantindo melhores condições de abastecimento ao mercado, maior comodidade aos consumidores e estímulo à dinâmica económica. O documento recordou ainda que, em Novembro, a INAE encerrou uma fábrica de sumos na província de Sofala por crime contra a saúde pública.advertisement
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