A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou esta quarta-feira (17) a detenção de 17 garimpeiros ilegais em Manica, liderados por um cidadão chinês. Os detidos estavam na posse de mais de 200 toneladas de fluorite, mineral que seria exportado para a China através do porto da Beira, em Sofala. “A PRM em Manica, em coordenação com a PRM em Tete, desencadeou uma operação planeada que culminou com o desmantelamento de um estaleiro pertencente a um cidadão de nacionalidade chinesa”, disse Eunice Faustino, oficial de imprensa da PRM em Manica. As autoridades informaram que a fluorite era explorada ilegalmente num estaleiro no distrito de Guro. Durante a operação, o minério foi apreendido, evidenciando a dimensão da actividade ilegal na região e o risco associado à exportação clandestina. O líder do grupo negou operar ilegalmente, alegando possuir uma licença de exploração há pelo menos quatro meses. As autoridades investigam agora a validade da documentação apresentada e a possível ligação do grupo a redes de exportação clandestina. Desde Janeiro, pelo menos 20 pessoas morreram em desabamentos de minas artesanais relacionadas com o garimpo ilegal em Manica. Silva Manuel, director dos Serviços Provinciais de Infra-estruturas, alertou que muitos acidentes não são reportados devido ao receio de represálias. Os distritos da província de Manica, Gondola e Báruè, registaram o maior número de vítimas mortais. A província é rica em minérios, especialmente ouro, com maior actividade de mineração artesanal nos distritos de Macossa, Manica, Barué, Sussundenga e Gondola. Em Março, duas pessoas morreram numa mina de turmalina em Báruè e, em Fevereiro, três pessoas perderam a vida e duas ficaram feridas no mesmo local devido a deslizamentos de terra. Esses acidentes reforçam os riscos da mineração ilegal e a necessidade de uma fiscalização rigorosa na região. Fonte: Lusa

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