Mais dois antigos ministros que serviram no governo de Lazarus Chakwera, foram detidos, esta segunda-feira, pela Polícia. Trata-se de Sosten Gwengwe, que foi ministro das Finanças e Assuntos Económicos e mais tarde da Indústria e Comércio e Sam Kawale, então ministro da Agricultura. Ainda não são conhecidos os motivos destas prisões mas espera-se que estes dois antigos dirigentes compareçam à justiça esta terça-feira. Com a detenção de Gwengwe e Kawale, sobe para sete, o número de antigos ministros que serviram no governo de Lazarus Chakwera a serem presos sob a actual administração. No fim da tarde desta segunda-feira, a polícia deteve igualmente e pela segunda vez, a antiga secretária da Presidência e do Estado, Colleen Zamba, sob alegações de abuso de poder, quando exercia as suas funções no consulado de Chakwera. Há uma semana, Chakwera acusou o seu sucessor, Peter Mutharika, de perseguir figuras da oposição através de uma campanha de intimidação, prisões ilegais e abuso do devido processo legal. Na ocasião, o antigo estadista malawiano, alertou que o abuso desenfreado do poder policial representava uma séria ameaça à estabilidade e à ordem constitucional do Malawi. Em resposta, o presidente Peter Mutharika disse ao seu antecessor, Lazarus Chakwera, que as forças de segurança continuarão a deter as pessoas onde houver provas claras, da violação da lei. Noutros desenvolvimentos, comerciantes dos principais centros urbanos do Malawi, saíram à rua em protesto aos elevados impostos introduzidos pela Autoridade Tributária do país. Os protestos que estão a ser liderados pela Associação de Comerciantes Indígenas e pela Associação de Importadores e Exportadores de Pequenos Negócios, reflecte a crescente frustração entre os pequenos negociantes que se sentem cada vez mais visados pelas novas políticas fiscais. Argumentam que estes protestos sinalizam um problema mais profundo entre as autoridades fiscais e o sector informal, que constitui a espinha dorsal da economia urbana do Malawi. Ao marcharem até aos escritórios da Autoridade Tributária, os comerciantes reclamam estarem expostos a pesados impostos o que ameaça a extinção dos seus negócios. Em resposta à petição, o responsável pelos impostos internos da Autoridade Tributária, Grey Balawe, afirmou que o sector irá analisar as preocupações e encontrar uma possível solução. (RM Blantyre)
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