advertisemen tOs oficiais do exército de Guiné-Bissau tomaram, nesta quarta-feira (26), o poder, através de um golpe de Estado, depois de um tiroteio que durou cerca de meia hora, segundo um comunicado das Forças Armadas guineenses lido na televisão estatal guineense TGB pelo porta-voz do Alto Comando Militar, Dinis N´Tchama, que informou que os soldados assumiram a liderança do país. A declaração informa que “a alta liderança militar dos diferentes ramos das Forças Armadas criou o Alto Comando Militar para a restauração da segurança nacional e da ordem pública” e que “acaba de assumir os plenos poderes do Estado da República da Guiné-Bissau”, acrescentando que que o exército destituiu o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e encerrou “até novo aviso, todas as instituições do país”. De acordo com N´Tchama, estão suspensas “as actividades de todos os órgãos de comunicação social”, assim como decidiu “suspender imediatamente o processo eleitoral em curso”. Os militares encerraram também todas as fronteiras do país, terrestres, marítimas e espaço aéreo nacional, e estabeleceram “recolher obrigatório das 19h00 até 06h00, até serem repostas as condições necessárias para restaurar a normalidade constitucional do Estado guineense”. Na declaração, o líder explica que esta é uma reacção “à descoberta de um plano em andamento para desestabilizar o país”, atribuído a “alguns políticos nacionais com a participação de conhecidos barões da droga locais e estrangeiros”. Segundo os militares, a acção consistiria na “tentativa de manipulação dos resultados eleitorais” das eleições gerais de domingo (23), cuja divulgação estava agendada para esta quinta-feira (27). O Alto Comando Militar acrescenta que “foi descoberto pelo Serviço de Informação de Estado um depósito de armamento de guerra” destinado à “efectivação desse plano”. O organismo exercerá o poder do Executivo “até que toda a situação seja convenientemente esclarecida e respostas as condições para o pleno retorno à normalidade constitucional”, apelando “à calma, à colaboração dos cidadãos e compreensão de todos perante” o que classificam como “grave situação imposta por uma emergência nacional”. Este golpe militar em curso na Guiné-Bissau surge depois de terem sido ouvidos tiros de armas ligeiras e de guerra no centro da cidade de Bissau, capital do país. As missões de observação eleitoral da União Africana e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) tinham afirmado que o processo eleitoral decorreu de forma “ordeira e organizada”, pedindo respeito pela vontade dos eleitores e pelos princípios democráticos, num balanço preliminar das eleições na Guiné-Bissau feito no início da semana. Na terça-feira, e já depois do candidato Fernando Dias da Costa se ter declarado vencedor das eleições sem necessidade de uma segunda volta, o porta-voz de Sissoco Embaló, Óscar Barbosa, afirmou igualmente que “tudo indica que não haverá segunda volta”, mas não adiantou os resultados alcançados pelo então Presidente da República na votação de domingo. Em declarações feitas antes do golpe de Estado em curso, Óscar Barbosa exortou os guineenses “a manterem serenidade e que aguardem pela divulgação dos resultados das eleições pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), a ser feita nesta quinta-feira”. Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal afirmou que a normalidade constitucional foi interrompida e apelou à tranquilidade. Face aos “acontecimentos que interromperam o curso da normalidade constitucional na Guiné-Bissau”, o Governo português apelou a que todos os envolvidos se abstenham de qualquer acto de violência institucional ou cívica, acrescentando que “se retome a regularidade do funcionamento das instituições, de modo que se possa finalizar o processo de apuramento e proclamação dos resultados eleitorais”. Fonte: Lusaa dvertisement

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