Mais de 80% dos desempregados em Angola têm entre 15 e 34 anos, segundo o Inquérito ao Emprego em 2024 divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que revela um mercado de trabalho dominado pela informalidade. No total, a taxa de desemprego em Angola em 2024 foi de 31,5%, o que corresponde a 5,6 milhões de pessoas sem trabalho, sendo mais elevado no meio urbano (34,3%) do que no rural (26,4%). O relatório indica que 82,8% dos desempregados têm entre 15 e 34 anos, com a taxa a atingir 57,7% entre os jovens dos 15 aos 24 anos. Com uma população estimada em 35,1 milhões de habitantes em 2024, mais de 56% têm 15 ou mais anos, ou seja, fazem parte da população em idade activa.advertisement No total, a taxa de actividade no país é de 90%, o que significa que nove em cada dez pessoas em idade activa estão no mercado de trabalho, seja empregadas ou à procura de emprego. Apesar deste elevado nível de participação, o mercado de trabalho é dominado por emprego de baixa qualidade e informal, sendo o sector primário o que mais absorve mão-de-obra, em contraste com o fraco peso da indústria. A taxa de empregabilidade fixou-se no ano passado em 61,7% (12,2 milhões de pessoas), sendo maior no campo (67,4%) do que nas cidades (58,6%). A agricultura, caça e pesca continuam a absorver a maior fatia da população (46,6%), seguida do sector terciário (45,3%) e apenas 8,2% no sector secundário. O relatório revela ainda que o mercado de trabalho angolano é altamente informal: quase 80% dos trabalhadores não têm contratos formais e entre os jovens de 15 a 24 anos a taxa de informalidade chega a 93%. Além disso, 62,4% dos trabalhadores têm apenas contratos verbais e só 37,6% têm escritos. A taxa de empregabilidade fixou-se no ano passado em 61,7% (12,2 milhões de pessoas), sendo maior no campo (67,4%) do que nas cidades (58,6%) Quanto à situação no emprego, a maioria dos angolanos trabalha por conta própria (44,6%), enquanto apenas 18,9% estão no sector privado e 8,5% no sector público. O número médio de horas semanais trabalhadas é de 44 horas, mas chega às 53 horas no sector privado, contrastando com o sector público. No plano regional, a província do Bié apresenta a maior taxa de actividade (95,6%), enquanto Malanje regista a mais baixa (83,4%). O Huambo lidera na taxa de emprego (78,2%) em contraste com Cabinda (48,1%) e Huíla destaca-se pela maior taxa de desemprego (47,3%), enquanto o Cuanza Sul apresenta a menor (10,9%). A população empregada, da qual mais de metade é do sexo feminino, tem em média 37 anos. Fonte: Lusa
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