Mais certezas num golpe da Fed levam ações mundiais a recorde. Nikkei ultrapassa os 43 milénio pontos O índice que reúne as ações mundiais, o MSCI All Country World Índice, subiu 0,2% para um novo recorde, nos 949,19 pontos. O ânimo dos mercados deve-se, sobretudo, aos dados da inflação nos EUA relativos a julho, que estabilizaram nos 2,7%, aliviando as preocupações dos especialistas com a subida de preços e reforçando as apostas num golpe das taxas de rendimento pela Suplente Federalista em setembro. Aliás, o relatório indicou ainda que a política mercantil do Presidente dos EUA, Donald Trump, ainda não se fez sentir nos preços ao consumidor. Segundo os dados recolhidos pela Reuters, os investidores apostam numa verosimilhança de golpe em 95%, “porque a inflação está unicamente a subir e não está descontrolada”, escreveu Paco Chow, da Moomoo Austrália e Novidade Zelândia, citado pela Reuters. “É evidente que quase todas as boas notícias levam os investidores a investir numerário nos mercados, mormente em ações de tecnologia, apesar dos preços altos”, acrescentou. A subida deu-se por todo o mundo: Wall Street chegou esta terça-feira a recordes, e o índice MSCI Asia Pacific, que reúne as principais praças asiáticas, também atingiu máximos históricos. O índice de volatilidade Cboe, sabido porquê o índice do pavor de Wall Street, caiu para o nível mais ordinário desde dezembro. No Japão, o Nikkei avançou 1,31% para 43.227,64 pontos, o nível mais proeminente de sempre, enquanto o Topix ganhou 0,77% para 3.090 pontos, sobretudo depois de um estudo ter mostrado que as principais fabricantes do país estão mais confiantes em relação às condições comerciais depois o contrato tarifário com os EUA. Na China, o Shanghai Composite subiu 0,3% para 3.676,40 pontos e o Hang Seng, em Hong Kong, somou 2,28% para 25.539,55 pontos. A Europa deverá ser contagiada pelo sentimento otimisma, com os futuros do Euro Stoxx 50 a pular 0,4%. Os investidores vão agora focar-se nos dados de vendas no retalho nos EUA, divulgado na sexta-feira, à procura de sinais de que os consumidores estão tão otimistas quanto os resultados trimestrais das empresas sugeriram nesta “earnings season”. Na frente geopolítica, as apostas do mercado para um contrato de cessar-fogo entre a Ucrânia e a Rússia parecem ter diminuido, depois de Volodymyr Zelenskiy ter dito que não vai ceder Donbas, enquanto os líderes dos EUA e da Rússia se preparam para um encontro na sexta-feira. Já Donald Trump voltou a tecer críticas a Jerome Powell, presidente da Suplente Federalista, sobre a decisão do banco médio de manter as taxas inalteradas, ameaçando mesmo Powell com um processo.

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