Segundo o grupo, o volume de negócios consolidado até setembro foi de 2.147,0 milhões de euros, mais 0,5% em relação ao período homólogo. “No período em análise, foram gerados 1.489,3 milhões de euros na Navigator (pasta e papel), 564,1 milhões de euros na Secil (cimento e outros materiais de construção) e 94,3 milhões de euros nos outros negócios”, sendo que as “exportações e vendas no exterior no mesmo período ascenderam a 1.621,5 milhões de euros, o que representa 75,5% do volume de negócios, em linha com os objetivos estratégicos do grupo”, indicou. Já o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) totalizou 451,5 milhões de euros, uma queda de 17% em relação ao período homólogo. De acordo com a Semapa, o EBITDA foi “impactado pela performance inferior à registada no período homólogo de 2024 da Navigator (-30,4%), a qual foi parcialmente compensada pela Secil (+18,4%) e pelos Outros Negócios (+188,8%)”. O grupo salientou que a Navigator “mantém o foco na redução de custos variáveis” e uma “estratégia de controlo dos custos fixos, estabilizando-os face a 2024”. Já no segmento de cimento, “a evolução positiva do EBITDA resulta da contribuição de todas as geografias, mas sobretudo de Portugal e Brasil”. O grupo investiu nos primeiros nove meses de 2025 “um valor total de 413 milhões de euros, dos quais 189 milhões de euros em investimentos em novos negócios (participações financeiras)”, revelou. Assim, até setembro, a Semapa “efetuou importantes aquisições em Espanha, em linha com a sua estratégia de investimento”, tendo em julho adquirido a Imedexa, “líder europeia no desenho e fabrico de estruturas metálicas para infraestruturas de transmissão e distribuição de eletricidade por uma contrapartida paga de 148 milhões de euros, acrescida de uma componente adicional a ser paga dependente da verificação de determinadas condições”. “Esta aquisição representa um marco importante no portfolio da Semapa, sendo o primeiro investimento direto estrangeiro”, destacou, apontando ainda que, “em janeiro, a ETSA adquiriu a Barna por uma contrapartida paga de 33,5 milhões de euros, expandindo as suas atividades para uma nova geografia, num novo segmento de negócio, ‘rendering’ de peixe”. Já o investimento em ativos fixos ascendeu a 223 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2025, face a 220 milhões de euros no período homólogo. A Semapa destaca a Navigator, com 159,6 milhões de euros, “dos quais cerca de 97 milhões de euros dizem respeito a investimentos em matérias ambientais ou de cariz sustentável criadoras de valor”, e a Secil, com 49,9 milhões de euros, com realce para “o investimento na fábrica da Maceira (ProFuture), que irá permitir aumentar a eficiência energética nas operações de cimento em Portugal”. Já a ETSA inaugurou, em setembro, “a nova unidade fabril em Coruche na qual se irá produzir uma gama de produtos substancialmente mais premium do que a gama atual, designada ETSA ProHy”, e a Triangle’s prosseguiu com o “aumento da capacidade de produção altamente automatizada de quadros para ‘e-bikes'”. No final dos primeiros nove meses do ano, a dívida líquida remunerada consolidada da Semapa atingiu 1.336,7 milhões de euros, mais 245 milhões de euros face ao final de 2024. Isto, afirma, “demonstra a forte capacidade de geração de caixa do grupo, tendo em conta o investimento de 413 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2025 e a distribuição de dividendos da Semapa em junho de 2025 e da Navigator em janeiro e julho de 2025”. Leia Também: Lucros da Audi em queda até setembro. Eis os motivos

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts