
O Instagram está não só entre os apps mais populares da Meta como também entre as redes sociais mais usadas em todo o mundo, desfrutando de um status que também a torna alvo de atenções que (como empresa) possivelmente preferia não ter. É o caso do julgamento que está atualmente em andamento nos EUA e onde estão envolvidas tanto a Meta como o Google, sendo que o CEO do Instagram, Adam Mosseri, testemunhou nesta quarta-feira, dia 11, perante o tribunal civil de Los Angeles para rejeitar a ideia de “vício clínico” nas redes sociais. Entre as informações compartilhadas a respeito dessa presença de Mosseri estava o salário do executivo da Meta que, segundo a CNN, é de quase US$ 1 milhão por ano. O líder do Instagram, Adam Mosseri, compartilhou uma mensagem de fim de ano onde menciona que não se incomoda com conteúdo gerado com Inteligência Artificial, notando ainda que, no futuro, é mais realista começar a identificar conteúdo real ao invés de fotografias e vídeos sintéticos. Miguel Patinha Dias | 08:46 – 02/01/2026 O advogado Mark Lanier – que defende a responsável pelo processo identificada apenas como Kaley – questionou Mosseri sobre o respectivo salário questionando se o Instagram não prioriza lucros ao invés da segurança dos usuários, levando o CEO da empresa a fornecer informações sobre quanto ele ganha como líder da rede social. Mosseri revelou que seu salário base é “cerca de 900.000 dólares (757 mil euros) por ano”, observando que sua compensação pode ser mais de 10 milhões de dólares (8,4 milhões de euros )por ano de acordo com bônus baseados em seu desempenho – sendo que em alguns anos pode chegar a 20 milhões de dólares (16,8 milhões de euros). Redes sociais em julgamento O caso gira em torno de Kaley GM, uma californiana de 20 anos que foi exposta, ainda muito jovem e intensamente, a diversos sites, incluindo YouTube e Instagram. O julgamento é considerado um caso-teste para as dezenas de processos judiciais semelhantes que estão em andamento nos Estados Unidos. “Tenho certeza que devo ter dito que era viciado em uma série da Netflix que assistia até tarde da noite”, explicou Adam Mosseri, “mas não acho que isso seja o mesmo que um vício clínico”. O advogado de acusação Mark Lanier rebateu imediatamente, apontando que a testemunha não tinha formação em medicina ou psicologia. Depois de surgirem rumores nas redes sociais sobre o tema, a Meta confirmou que está de fato trabalhando em um novo aplicativo dedicado ao compartilhamento de fotos de visualização única. Serve lembrar que esse recurso já está presente na área de mensagens do Instagram. Miguel Patinha Dias | 10:34 – 10/02/2026 “Nunca afirmei ser capaz de diagnosticar um vício clínico”, retrucou Adam Mosseri, admitindo que, no passado, havia “usado o termo de forma muito leviana”. Bombardeado com perguntas sobre a filosofia da Meta e do Instagram, o nova-iorquino defendeu a abordagem do grupo. “Acho importante que as empresas, incluindo a nossa, garantam que o que criamos seja seguro”, disse o gerente que comanda o Instagram desde 2018. Questionado sobre o potencial dilema entre o bem-estar do usuário e os lucros da empresa, Adam Mosseri afirmou que “proteger os menores também tem um efeito positivo nos negócios e nos lucros”. “No longo prazo”, insistiu, “tomar decisões que beneficiem” a empresa às custas de seus usuários “pode se mostrar muito problemático para o negócio”. A audiência de Adam Mosseri precede o aguardado depoimento de Mark Zuckerberg, marcado para 18 de fevereiro. Leia Também: Você terá que pagar por novas opções do Facebook, Instagram e WhatsApp
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