
“Os nossos sistemas estão sob ataque constante há meses”, declarou na rede Facebook o favorito, segundo as sondagens, às eleições legislativas de 2026. Magyar afirmou ter sido “confrontado por redes internacionais que têm interesse em manter” o primeiro-ministro nacionalista, Viktor Orbán, no poder. O conservador Péter Magyar, principal opositor de Orbán, avançou no domingo que a aplicação móvel do seu partido, Tisza, tinha sido “alvo de piratas informáticos internacionais desde o seu lançamento”, acusando-os de serem “claramente apoiados pelos serviços russos”. A fuga de informação foi noticiada no fim de semana por meios de comunicação social próximos do Governo, que afirmaram que uma base de dados com 200.000 nomes da aplicação do Tisza tinha sido colocada online. A lista, que esteve brevemente acessível antes de ser retirada, conteria os nomes, endereços de correio eletrónico e postal e números de telefone dos utilizadores. Segundo Magyar, estas atividades destinam-se a intimidar os seus apoiantes e a impedir a realização de uma primária, planeada através da aplicação, para escolher o candidato do Tisza às eleições parlamentares. A votação irá, no entanto, prosseguir, mas será realizada num site diferente. Estas acusações foram comentadas pelo Governo húngaro nas redes sociais, com o chefe de gabinete de Orbán, Gergely Gulyas, a afirmar hoje que “a forma” como a oposição tratou os “dados dos cidadãos” era indicativa da forma como “tratariam o país” se ganhassem as eleições. A menos de seis meses das eleições, previstas para abril, Péter Magyar lidera as sondagens, à frente de Viktor Orbán, que está no poder há 15 anos. Em 2021, as primeiras primárias organizadas pela oposição tiveram de ser suspensas na sequência de um ciberataque, que os organizadores acreditavam ser provavelmente de origem estrangeira. Quando rebentou o escândalo Pegasus, a Hungria era o único país da União Europeia que constava da lista de utilizadores de software de espionagem israelita, visando 300 números de telefone, de acordo com um consórcio de meios de comunicação social internacionais. Entre 2023 e 2024, mais de 40 meios de comunicação social húngaros independentes foram também vítimas de ataques e um homem de 23 anos foi detido em julho no âmbito da investigação. Leia Também: Cerca de 86% das empresas registaram pelo menos um ciberataque em 2024
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