O presidente da percentagem de gestão da transportadora estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Dane Kondic, foi recentemente nomeado presidente do juízo de governo da companhia aérea vernáculo do Botsuana, uma situação que está a suscitar debate na sociedade moçambicana.

Num expedido, a transportadora botsuanesa apresentou os novos membros do seu juízo de governo, agora liderado por Kondic, enquanto presidente do órgão. “A Air Botswana dá as boas-vindas ao seu novo juízo de governo. A sua nomeação marca um novo capítulo na trajectória da companhia aérea, que continua a sua jornada de serviço, resiliência e orgulho vernáculo”, lê-se na nota.

Neste sentido, reagindo ao moderno cenário, a transportadora aérea vernáculo afirmou que Kondic deve trabalhar em “regime de exclusividade” com a LAM, “assegurando totalidade dedicação ao seu processo de restruturação.”

Através de uma nota partilhada com o Quotidiano Parcimonioso, a companhia revelou ter-se reunido “para estimar os potenciais riscos de conflitos de interesse, uma vez que as companhias aéreas de Moçambique e do Botsuana actuam no mercado regional, considerado um eixo estratégico para a expansão da transportadora moçambicana”.

“Na sequência da referida reunião, o juízo deliberou que Dane Kondic deverá praticar as suas funções na LAM em regime de exclusividade, deliberação que foi acolhida com disponibilidade pelo próprio”, esclareceu a entidade.

No mesmo documento, a Linhas Aéreas de Moçambique referiu ainda estarem a transcurso conversações com o gestor para “viabilizar a implementação da decisão, tida porquê precípuo para a perenidade do tirocínio das suas funções na liderança da percentagem de gestão”.

“A LAM mantém totalidade crédito nas capacidades técnicas, estratégicas e de liderança de Dane Kondic, admitindo o seu papel fundamental para a recuperação e modernização da companhia aérea”, concluiu.

Dane Kondic

Em Maio, o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), reunido em assembleia-geral extraordinária da LAM, decidiu, com efeitos imediatos, a cessação de funções do presidente do Juízo de Governo (PCA) Marcelino Gildo Alberto e dos administradores dos pelouros das Finanças, Recursos Humanos e Serviços Corporativos, Altino Xavier Mavile, e do Técnico e Operacional, Bruno Miranda.

Na sequência, foi ainda aprovada a nomeação de um juízo de governo não executivo e de uma percentagem de gestão, liderada por Dane Kondic e composta por representantes das empresas estatais que, leste ano, passaram a ser accionistas da companhia aérea, nomeadamente a Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a Empresa Moçambicana de Seguros (Emose).

Há vários anos que a LAM enfrenta problemas operacionais relacionados com uma frota reduzida e falta de investimento, com registo de alguns incidentes, não fatais, associados por especialistas à deficiente manutenção das aeronaves.

Dados apontam que, só em 2021, a LAM registou um prejuízo de mais de 1,4 milénio milhões de meticais (21,7 milhões de dólares), em 2022 com 448,6 milhões de meticais (6,9 milhões de dólares), em 2023 com 3,9 milénio milhões de meticais (60,5 milhões de dólares) e em 2024 com registo de 2,2 milénio milhões de meticais (34,1 milhões de dólares).

Em Fevereiro, o Executivo anunciou a alucinação de 91% das acções do Estado na companhia aérea através de negociação pessoal. O valor estimado a ser arrecadado com a venda das acções do Estado, tapume de 130 milhões de dólares (8,3 milénio milhões de meticais), deverá destinar-se à obtenção de oito novas aeronaves e à restruturação da empresa.

Dane Kondic é um executivo australiano, nascido em Sidney, com raízes sérvias, com bastante experiência no sector de aviação social pelo mundo. Foi o primeiro CEO da Companhia Air Serbia, tendo pretérito pela EuroAtlantic. Antes, foi gestor de desenvolvimento de negócios na Quantas, da Austrália, no final dos anos 1990, tendo também trabalhado na Malaysia Airlines por quase quatro anos.

Depois, actuou porquê director regional para o sudeste da Ásia na Sabre Airline Solutions. Antes disso, foi também vice-presidente mercantil da Abacus International na Ásia, tendo pretérito ainda pela GTA, secção da Travelport, e pela Kuoni Travel, da China.

Texto: Cleusia Chirindza

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