Ainda não é vitória, mas a “missão já foi cumprida”. Foi logo que a presidente do Banco Médio Europeu (BCE) comentou os mais recentes números da inflação na Zona Euro, divulgados nesta terça-feira, 1 de julho.
“Estamos nos 2%. É o último indicador [da inflação], é o nosso objetivo e o valor que as projeções que o nosso ‘staff’ apontam”, afirmou Christine Lagarde, referindo-se aos indicadores de inflação divulgados nesta terça-feira pelo Eurostat. O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor ficou nos 2% em junho, subindo ligeiramente face aos 1,9% registados no mês anterior.
Afastando ainda a noção de vitória, a líder da domínio monetária optou por frisar que “a missão foi cumprida” e a “meta atingida”,. A francesa falava no quadro de política monetária, que junta outros governadores de bancos centrais, nomeadamente o presidente da Fed, Jerome Powell, no Fórum do BCE, que decorre em Sintra.
Lagarde tinha sido questionado sobre o impacto das tarifas de Donald Trump sobre a inflação e a economia da Zona Euro. Mas a presidente dos EUA preferiu reconhecer, em primeiro lugar, que os países da moeda única estão em “processo desinflacionário”, ou seja, que os preços estão a adoçar.
Ainda assim, e tal porquê tem repetido nas suas últimas intervenções, a francesa admitiu que existe “muita incerteza, risco de fragmentação e de desenvolvimentos geopolíticos que são preocupantes”. Nesse sentido, a presidente do BCE defendeu que é preciso manter a cautela: “Temos de continuar a ser extremamente vigilantes”.
Questionada depois sobre porquê é que essa incerteza se vai refletir nas próximas decisões de golpe (ou não) das taxas de renda, Lagarde respondeu que “os dados vão manifestar” o que fazer. “Estamos determinados a continuar a ser dependentes dos dados, a resolver reunião a reunião e não nos estamos a pré-comprometer com nenhum caminho”, repetiu.
Sobre qual será a taxa de renda neutro na Zona Euro, que teria um impacto neutro na economia, Lagarde afastou esse concepção, considerando que a taxa está associado num contexto de estabilidade e que é mais difícil apontá-la num contexto de incerteza porquê o atual.
(Notícia em atualização)
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