Depois de a Visa ter entrado no mundo das “stablecoins”, agora é a vez da Klarna apostar no setor. A empresa sueca de “buy now pay later” (comprar agora, pagar depois, em tradução livre) vai lançar uma criptomoeda indexada ao dólar de forma a “reduzir drasticamente os custos (de transações internacionais) tanto para consumidores como para comerciantes”, explica a empresa em comunicado. Chama-se KlarnaUSD e opera numa “blockchain” criada pela empresa de pagamentos Stripe. A “stablecoin” ainda está em fase de testes e a empresa prevê que esteja disponível a partir do próximo ano. O objetivo é ser utilizada em pagamentos do quotidiano e entre diferentes países, mas uma fonte disse ao jornal britânico Financial Times que a entrada no setor dos criptoativos vai permitir à Klarna reduzir custos na altura de transferir grandes quantias de dinheiro internacionalmente – afastando fornecedores externos, como a rede Swift (o sistema de pagamentos internacional). A mesma fonte indica ainda que a Wise e a Revolut também estão a trabalhar na emissão de “stablecoins”, embora as duas “fintech” tenham recusado confirmar estes planos ao jornal. Além da Visa que está a explorar a “blockchain” para transferências internacionais, também a Paypal e a Stripe já se lançaram às cripto com a emissão deste tipo de moedas, numa altura em que dois dos maiores blocos económicos do mundo – os EUA e a União Europeia – já têm um enquadramento regulatório para as operar. “As criptomoedas finalmente chegaram a um etapa em que são rápidas, baratas, seguras e construídas para serem escaláveis. Este é o início da Klarna no mundo das criptomoedas”, afirmou o CEO da empresa, Sebastian Siemiatkowski, citado em comunicado. O presidente executivo da “fintech” era um conhecido cético do setor, mas converteu-se aos ativos digitais no início do ano. A Klarna tem tentado reestruturar o modelo de negócio que, neste momento, assenta em conceder empréstimos de curto prazo sem juros aos clientes. O objetivo é tornar-se um banco digital, à semelhança da Revolut, isto depois de ter registado perdas de 95 milhões de dólares no terceiro trimestre do ano e visto as suas ações desvalorizarem mais de 30% desde que entrou em bolsa em meados de setembro.

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts