A taxa de renda média das novas operações de crédito à habitação apresentou, em maio, a maior queda dos últimos nove meses, fixando-se em 2,96%, divulgou o Banco de Portugal (BdP), esta sexta-feira.
“A taxa de renda média das novas operações de crédito à habitação apresentou a maior redução dos últimos nove meses: desceu 0,11 pp relativamente a abril, para 2,96%. Esta descida observou-se quer nos novos contratos, quer nos contratos renegociados, cujas taxas médias se reduziram 0,10 pp e 0,14 pp, para 2,92% e 3,18%, respetivamente”, pode ler-se no expedido do Banco de Portugal.
As novas operações de empréstimos aos particulares totalizaram 3289 milhões de euros em maio, mais 284 milhões do que em abril. As novas operações de empréstimos incluem os contratos totalmente novos e os contratos renegociados.
A prestação da vivenda vai voltar a pacificar em julho, antes de o Banco de Medial Europeu fazer uma pausa na descida das taxas de renda. Num empréstimo de 200 milénio euros a 30 anos com Euribor 12 meses a descida será de quase 165 euros.
Notícias ao Minuto com Lusa | 08:34 – 30/06/2025
Os novos contratos de empréstimos a particulares aumentaram 344 milhões de euros, para 2898 milhões. Na finalidade de habitação, o montante de novos contratos aumentou 250 milhões de euros, para 2045 milhões de euros.
Jovens continuam a destacar-se
O crédito facultado a mutuários com idade igual ou subordinado a 35 anos representou 58% do montante de novos contratos para habitação própria permanente concedidos em maio (excluindo os novos contratos para consolidação de crédito e as transferências de crédito para outra instituição), valor igual ao observado em abril.
Na finalidade de consumo, o montante dos novos contratos atingiu 628 milhões de euros, o valor mais proeminente da série histórica (com início em 2014).
O montante de novos contratos de crédito para outros fins aumentou 12 milhões de euros, para 225 milhões de euros.
As renegociações de crédito foram de 391 milhões de euros, o que corresponde a uma redução de 60 milhões de euros em relação a abril.
A taxa de renda média dos novos depósitos a prazo de particulares diminuiu pelo 17.º mês contínuo, passando de 1,64%, em abril, para 1,49% em maio. O montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares aumentou 123 milhões de euros, totalizando 13 093 milhões de euros.
Nos novos depósitos com prazo até 1 ano, a taxa de renda média diminuiu 0,15 pontos percentuais (pp), para 1,50%. Esta continuou a ser a classe de prazo com a remuneração média mais elevada e representou 95% dos novos depósitos em maio.
A taxa de renda média dos novos depósitos do conjunto dos países da superfície do euro reduziu-se em 0,11 pp, para 1,87%. Portugal desceu uma posição entre os países da superfície do euro, sendo agora o país com a quarta taxa mais baixa.
A prestação da vivenda paga ao banco vai descer em julho nos contratos com taxa variável, segundo a simulação da DECO Proteste/Contas e Direitos, com um crédito indexado à Euribor a 12 meses a recuar 134,48 euros.
Lusa | 14:10 – 30/06/2025
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