
O secretário-geral do PS afirmou esta sexta-feira, em Ansião, que “é ininteligível” que o Governo avance com a fusão da Instalação para a Ciência e Tecnologia (FCT) com a Dependência Vernáculo de Inovação sem diálogo prévio com instituições e investigadores. “É ininteligível que (o Governo) tenha avançado com uma reforma que visa a fusão da Instalação para a Ciência e Tecnologia sem um diálogo prévio com as instituições do ensino superior, com os investigadores”, afirmou José Luís Carneiro que falava aos jornalistas à margem da apresentação da recandidatura de António Domingues, do PS, à Câmara de Ansião, província de Leiria. O líder socialista comentava a decisão do Governo de extinguir FCT e Dependência Vernáculo de Inovação (ANI) e geração de uma novidade entidade, a Dependência de Investigação e Inovação. Para José Luís Carneiro, “não pode possuir reformas de cima para inferior, verticalmente, sem diálogo com as instituições que fazem a vida coletiva”. O secretário-geral do PS reafirmou que é favorável a uma reforma do Estado, mas esta tem de ser feita “em diálogo”, criticando uma reforma que afeta diretamente “aquele que é o esteio da investigação e do conhecimento no país”, sem essa auscultação prévia. Referindo que falou com “algumas pessoas que representam o setor”, notou a “incredulidade com que viram o proclamação de medidas de extinção de instituições, sem um diálogo com os seus representantes, sem um diálogo com os seus trabalhadores, sem um diálogo com os investigadores que fazem a ciência e o conhecimento do nosso país”. “Entendemos que é necessário prometer maior eficiência e maior eficiência na resposta de muitos dos serviços públicos. Mas as reformas devem ser feitas com os trabalhadores da governo pública, com os seus dirigentes e não contra eles”, disse José Luís Carneiro. O Governo espera com a novidade Dependência de Investigação e Inovação expelir “as redundâncias atualmente existentes entre a ANI e a FCT, com ganhos óbvios operacionais e administrativos, por exemplo ao nível de plataformas, recursos humanos e sistemas de financiamento”. Já o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que se tiver dúvidas “sobre um ponto que seja” na extinção da FCT vai pedir ao Governo para repensar o diploma e, se o executivo martelar, pode vetar. O presidente do Sindicato Vernáculo do Ensino Superior (SNESup) estranhou a falta de informação sobre a reforma do setor, a presidente da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) também se mostrou surpreendida e classificou a decisão porquê “má política”, e o presidente da Organização dos Trabalhadores Científicos criticou a falta de debate com a comunidade científica.
Painel