O Presidente da República de Angola e presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), João Lourenço, confirmou publicamente que vai deixar o poder em 2027, pondo termo ao seu ciclo de liderança política e abrindo caminho à ascensão de um novo dirigente no seio do partido no poder, noticiou Agência de Informação de Moçambique, neste domingo (14). Segundo informou, a declaração foi feita este sábado, em Luanda, durante um acto político de massas alusivo às celebrações dos 69 anos do MPLA. Na ocasião, João Lourenço deixou claro que não será candidato às próximas eleições gerais, marcadas para 2027, por imperativo constitucional. A Constituição da República de Angola estabelece o limite máximo de dois mandatos presidenciais, regra que, segundo o próprio, será integralmente respeitada.advertisement “Só deixo o poder porque a Constituição não permite continuar à frente dos destinos do país”, afirmou, acrescentando de forma directa: “Se a Constituição deixasse, preferia continuar a corrida”. No mesmo discurso, o também líder do MPLA sublinhou a necessidade urgente de o partido preparar a sucessão e escolher um novo candidato que esteja à altura dos desafios actuais do país. “Quem me substituir não pode estar mais cansado do que eu”, declarou Lourenço, num tom de recado aos militantes internos do partido. O Presidente defendeu que a escolha do futuro líder não deve servir apenas os interesses internos do MPLA, mas sobretudo responder às expectativas da nação angolana. “É preciso escolher um bom candidato, não apenas para o partido, mas para Angola”, reforçou, salientando que o processo será conduzido sem cedências a pressões internas ou externas. Num contexto político marcado por debates sobre governação, democracia interna e renovação das lideranças, João Lourenço aproveitou ainda para refutar acusações segundo as quais o MPLA não respeita os princípios democráticos. O governante criticou os que difundem essa narrativa e garantiu que o partido continuará a agir dentro dos marcos legais e institucionais. A confirmação da sua saída em 2027 coloca o MPLA perante um dos momentos mais decisivos da sua história recente. Pela primeira vez em décadas, o partido prepara-se para ir a eleições gerais com um novo rosto, num cenário político cada vez mais competitivo e exigente. A sucessão de João Lourenço será, assim, um teste crucial à capacidade de renovação do MPLA e à sua estratégia para manter a liderança do País.

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