O Presidente angolano, João Lourenço, anunciou nesta terça-feira (3), na cerimónia de lançamento da Cimeira Global de Investimento em África, no Dubai, que o encontro de alto nível será acolhido ainda neste ano em Luanda, Angola. João Lourenço afirmou que o evento é um momento de mobilização colectiva para reafirmar que África está preparada para explorar novas formas de atracção de capital global. O também presidente em exercício da União Africana (UA), já em fim de mandato, referiu estar a assistir-se a uma grande mudança de paradigma sobre como atrair investimento para o continente, tendo presente a necessidade de desbloquear o valor dos seus activos soberanos para acelerar o desenvolvimento e crescimento e alcançar a Agenda 2063, a “África que Queremos”. “As tendências recentes nos alinhamentos e realinhamentos geopolíticos globais enviam um sinal muito importante para África: devemos desenvolvermo-nos através da disciplina nos investimentos. O nosso continente, com 40% das reservas globais de minerais, metais e elementos raros, detém a chave para a transição energética global, especialmente para a geração de energia renovável e para os minerais necessários para os sistemas de armazenamento de energia em baterias e veículos eléctricos”, disse João Lourenço. Segundo o Presidente angolano, o gás natural produzido localmente pode alimentar os sistemas energéticos em todo o mundo, e as suas florestas e biodiversidade tornam a natureza parte do saldo global de recursos para o desenvolvimento. “Temos de aproveitar cada vez mais estes activos soberanos, monetizando-os para desbloquear valor. É precisamente isso que a Cimeira Global de Investimento vai apoiar os países africanos a fazer”, sublinhou. O chefe do Estado angolano realçou que esta iniciativa representa uma ponte institucional que, bem estruturada, ligará África aos investidores globais de modo seguro, sustentável e mutuamente vantajoso. “A Cimeira Global de Investimento trabalhará com os países africanos para oferecer aos investidores essa previsibilidade, com regras estáveis, regimes de incentivos transparentes e contratos respeitados”, destacou. Relativamente a Angola, João Lourenço enumerou as reformas estruturais “de grande impacto económico e social” em curso no país, apelando ao trabalho conjunto através da Cimeira Global de Investimento em África, para a construção de um “futuro que proporcione um impacto duradouro” para os povos e para o mundo. A cimeira conta com a presença de mais de 30 chefes de Estado e de Governo de todos os continentes, mobilizando mais de seis mil delegados, incluindo aproximadamente 500 ministros de pelouros diversos. Fonte: Lusa
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