
Japão volta a fechar em máximos com mineiras e tecnológicas a pressionar a China Os principais índices asiáticos fecharam em terreno dividido, com as bolsas japonesas a voltar a atingir máximos de fecho um dia depois de a eleição de Sanae Takaichi como primeira-ministra do país ter impulsionado o sentimento dos investidores, enquanto na China os índices fecharam a sessão com perdas, pressionados pelo recuo das mineiras, depois de o ouro ter tido a maior queda em mais de doze anos. Por cá, os futuros europeus apontam para uma abertura no vermelho, com o índice Eurostoxx 50 a cair cerca de 0,30% a esta hora. Pelo Japão, o Nikkei subiu 0,22% e o Topix ganhou 0,73%. Já o sul-coreano Kospi avançou 1,41% para fechar igualmente num novo máximo. Na China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 0,90% e o Shanghai Composite cedeu 0,068%. No Japão, fabricantes de automóveis como a Toyota e Honda deram renovada força aos índices, depois de a concorrente norte-americana General Motors ter ontem apresentado resultados, que ficaram acima das expectativas do mercado. Além disso, empresas do setor da defesa também tiveram um bom desempenho, com a IHI e a Kawasaki Heavy a fechar a sessão com ganhos de mais de 6%, com alguns investidores a assumirem uma nova estratégia – o chamado “Takaichi trade” -, em que compram ações de empresas que acreditam que irão beneficiar dos planos da nova primeira-ministra de aumentar os gastos governamentais em setores estratégicos, como é o caso da segurança. Já pela China, a Jiangxi Copper (-1,91%), o Zijin Mining Group (-1,90%), a Shandong Gold Mining (-3,17%) e a China Northern Rare Earth (-3,13%), estiveram entre algumas das cotadas pressionadas pela forte queda do ouro durante a sessão de ontem. A par das empresas de mineração, também tecnológicas como a Tencent (-1,51%), o Alibaba Group (-1,58%) e a Baidu (-2,30%) pesaram sobre a negociação, depois de a previsão de receitas da fabricante de “chips” norte-americana Texas Instruments para o quarto trimestre ter dececionado os investidores, prejudicando o clima em torno das ações do setor, que têm tido um rápido crescimento ao longo do ano. Além disso, uma renovada preocupação em torno das relações comerciais entre Washington e Pequim voltou a pesar sobre o mercado. Por agora, as atenções viram-se para o início de apresentação de contas das “sete magníficas”, com a Tesla a da4r o pontapé de saída após o fecho da sessão de Wall Street.
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