
Japão regressa aos ganhos após pressão do BoJ. Europa aponta para ganhos ligeiros
As bolsas asiáticas negociaram divididas na primeira sessão da semana, com as ações japonesas a avançarem face às chinesas, contagiadas pela subida dos índices em Wall Street na passada sexta-feira. Além disso, parecem ter desvanecido as preocupações dos investidores quanto aos planos do Banco do Japão (BoJ na sigla em inglês), que no final da semana passada anunciou que se ia desfazer das participações que detém em fundos negociados em bolsa.
O índice regional de ações da MSCI para a Ásia-Pacífico subiu 0,2%, com o japonês Nikkei-225 a subir 1,1% e o Topix a avançar 0,6%. O iene enfraqueceu em relação ao dólar, o que normalmente beneficia as empresas exportadoras. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,56%.
Em contraciclo, na China, o Shangai Composite perdeu 0,36% e o Hang Seng, em Hong Kong, recuou 1,15%, numa sessão marcada por instabilidade, enquanto os investidores assimilavam os sinais das negociações entre os EUA e a China. Trump disse que a conversa com o presidente chinês Xi Jinping resultou em novos progressos sobre um acordo com o TikTok.
“A chamada telefónica entre Trump e Xi mantém o impulso para acordos adicionais durante a cimeira presencial”, disse Homin Lee, estratega da Lombard Odier Singapore, à Bloomberg. A reunião “reforça a expectativa de uma trégua comercial contínua entre os EUA e a China”, acrescentou. Os dois líderes deverão encontrar-se na próxima cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico, no final de outubro.
Os analistas acreditam que o sentimento poderá mudar com a época de resultados trimestrais a aproximar-se. A melhoria das expectativas em relação ao crescimento dos lucros das empresas norte-americanas sugere que a recuperação tem pernas para andar.
Destaque ainda para o índice de referência da Índia, o NSE, que chegou a cair perto de 1%, depois de a Casa Branca ter dito na sexta-feira que iria pedir às empresas que pagassem 100 mil dólares por novos vistos de trabalho H-1B. A medida está a ser vista como um golpe para o setor tecnológico, que depende de trabalhadores qualificados da Índia e da China.
Pela Europa, o sentimento deverá ser de maior cautela, com o Euro Stoxx 50 a ter ganhos modestos. Hoje o foco deverá ir para as novas mudanças neste índice: entram os alemães Deutsche Bank e Siemens Energy, bem como a Argenx (que é de origem neerlandesa, mas cuja bolsa de referência é a belga) e saem a finlandesa Nokia, a italiana Stellantis e a francesa Pernod Ricard. Passam assim a haver 17 empresas germânicas no índice. No Reino Unido, a Burberry volta a integrar o índice FTSE 100.
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