O “fear of missing out” (FOMO) – o medo de perder uma oportunidade que parece imperdível – não é apenas emocional, é também cognitivo e “investir com base no FOMO não é uma boa ideia”, alerta a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) no Guia do Investidor deste ano. O supervisor indica que seguir esta máxima pode levar os investidores a agir com urgência e a correr riscos desnecessários. Juntamente com outros temas como o “custo de não investir”, a “inteligência artificial e o investimento no mercado de capitais”, a “fraude financeira” e os CFD, estes são alguns dos temas abordados pela CMVM. O FOMO, acrescenta o supervisor, é um medo agravado pelas redes sociais, excesso de informação e “opiniões – nem sempre fundamentadas – de terceiros, como alguns ‘finfluencers'”. Foi sobre este tema e a falta de qualificações e compensações por recomendação que incidiram alguns alertas da CMVM no ano passado. Um dos exemplos do supervisor é a frustração de “não termos investido em criptoativos antes do seu preço ter começado a subir, ou sentirmo-nos pressionados a aplicar o nosso dinheiro num ativo que está ‘na moda'”, que descreve como “exemplos de investimento emocional, frequentemente associados a más decisões financeiras”. A CMVM elenca um conjunto de questões que podem ajudar a identificar uma situação de FOMO. São elas: “sente urgência em investir ‘antes que seja tarde’, mesmo sem compreender bem as características e os riscos do investimento?”, “fica ansioso ou desconfortável por ver outras pessoas a lucrar e sente que está a perder uma oportunidade de também poder ganhar dinheiro?”, “a sua decisão de investir está a ser motivada apenas por notícias, redes sociais ou terceiros sem ter feito ainda uma análise cuidadosa?” e “tem mais ‘receio de se arrepender por não investir’ do que ‘confiança na decisão de o fazer?'”.

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