
Investidores ignoram novos acordos e atiram Ásia para o vermelho. Europa em subida As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quinta-feira maioritariamente no vermelho, com o Japão a evadir a esta tendência, num dia em que os investidores navegam por entre uma série de resultados trimestrais, decisões de bancos centrais e ainda novos desenvolvimentos a nível mercantil. Pela Europa, a negociação de futuros aponta para uma introdução no verdejante, com o setor tecnológico a ser o maior impulsionador. Os bons resultados da Meta e da Microsoft estão a animar os mercados e a indicar para uma resiliencia das tecnológicas face a um cenário de grande volatilidade e incerteza. “Os lucros fortes e as previsões para o resto do ano dos pesos-pesados do Nasdaq estão a substanciar a narrativa em torno da lucidez sintético”, que, já há alguns anos, vive em autêntica euforia, explica Gary Tan, exegeta da Allspring Global Investments, à Bloomberg – uma verdade que pode ser ainda mais reforçada com a apresentação de contas da Apple e da Amazon, esta quinta-feira. No entanto, o otimismo não foi suficiente para distanciar algumas preocupações locais nas principais praças asiáticas. Pela China, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu mais de 1,5%, enquanto o Shanghai Composite cedeu 1,2%, isto depois de ter sido revelado que a atividade industrial no país deteriorou-se em julho para surpresa dos investidores, atingindo mínimos de três meses. Na Coreia do Sul, e apesar de o país até ter conseguido chegar a um convenção mercantil com os EUA, o Kospi acabou por não conseguir terminar à tona, perdendo 0,52%. Os investidores mostram-se cada vez menos otimistas em relação aos entendimentos alcançados entre Washington e os seus parceiros comerciais, numa profundeza em que parece tarar mais o impacto parcimonioso das tarifas do que, propriamente, a sua magnitude. Já pelo Japão, o abrangente Topix e o seleto Nikkei 225 conseguiram evadir às perdas, ao valorizarem 0,79% e 1,08%, num dia marcado pela decisão do banco mediano do país em não restringir a sua política monetária, mantendo as taxas de lucro inalteradas em 0,5% – é a quarta vez que consecutiva que a poder monetária opta por leste caminho.
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