O Governo anunciou esta terça-feira, 4 de Novembro, que vai passar a conceder vistos de residência com validade de 10 anos a investidores com capital igual ou superior a 5 milhões de dólares (cerca de 316 milhões de meticais). A medida pretende atrair mais investimento e reforçar a competitividade de Moçambique no espaço regional.

“Queremos direccionar a obtenção de vistos de turismo e de negócios à entrada para cidadãos africanos, no âmbito da zona de comércio livre, e rever os vistos de investimento, permitindo residência por 10 anos para investimentos a partir de 5 milhões de dólares”, declarou o Presidente da República, Daniel Chapo.

O chefe de Estado falava em Vilankulo, província de Inhambane, durante o encerramento da 1.ª Conferência e Feira Internacional do Turismo. Na ocasião, apresentou também outras medidas destinadas a melhorar o ambiente de negócios e a impulsionar o desenvolvimento do turismo nacional.

Segundo Daniel Chapo, a revisão prevê ainda a concessão de residência por 5 anos a investidores com capital a partir de 500 mil dólares (31,6 milhões de meticais), reforçando o compromisso do Executivo em criar condições mais favoráveis ao Investimento Directo Estrangeiro (IDE).

O Presidente revelou igualmente que o Governo está a desenvolver uma plataforma digital para simplificar o processo de emissão de vistos de turismo e de investimento. “Queremos que qualquer pessoa possa, a partir da sua casa e do seu telefone, obter o visto e viajar para Moçambique sem dificuldades”, sublinhou.

Daniel Chapo adiantou também que o País vai passar a controlar as taxas das passagens aéreas, de modo a garantir maior acessibilidade e equilíbrio territorial. Acrescentou ainda que será liberalizada a entrada de voos privados, domésticos e internacionais, com o objectivo de “dinamizar a conectividade e o turismo de elite”.

“Queremos declarar Inhambane como a primeira zona especial de turismo de golfe, com pólos em Vilankulo, Tofo e Barra”, afirmou o Presidente. Concluindo, destacou que todas estas medidas serão implementadas de forma integrada, envolvendo todos os intervenientes do sector – desde os recepcionistas até aos agentes de trânsito – para assegurar um ambiente tranquilo e acolhedor aos turistas.

O Governo elegeu ainda Vilankulo como a capital do turismo moçambicano, que acolherá a 2.ª cimeira internacional em Outubro ou Novembro do próximo ano.

Fonte: Lusa

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