a d v e r t i s e m e n tA África do Sul angariou 694 milhões de dólares na sua primeira emissão de obrigações de infra-estrutura, atraindo ofertas por mais do dobro do montante pretendido e impulsionando os seus planos de crescimento baseados na construção, noticiou a Bloomberg, nesta terça-feira, 9 de Dezembro.
De acordo com um comunicado divulgado pelo Tesouro Nacional, a maior economia de África vendeu 412 milhões de dólares em dívida a dez anos, com um rendimento de 8,575%, e 282 milhões de dólares em obrigações com vencimento a 15 anos, com um rendimento de 9,13%. As ofertas pelas obrigações ultrapassaram os 1,5 mil milhões de dólares.
A angariação de fundos faz parte da iniciativa do Presidente do País, Cyril Ramaphosa, para impulsionar o crescimento através da renovação das infra-estruturas portuárias, ferroviárias, energéticas e hídricas, com o objectivo de aumentar a taxa de expansão da economia para 3,5% até 2030, face a menos de 1% na última década.
Este esforço é sustentado por uma mudança no investimento do orçamento estatal da África do Sul, com as despesas de capital agora a serem o item de despesas que mais cresce, com 7,5% ao ano.
Os fundos serão direccionados para o orçamento reformulado do Governo para infra-estrutura, que selecciona e financia projectos de construção em grande escala.
“Os rendimentos do Título de Financiamento de Infra-estrutura e Desenvolvimento serão usados exclusivamente” para investimentos ligados ao projecto de Instalação Orçamental para Infra-estruturas (BFI, em inglês), e esses títulos serão utilizados em leilões futuros para apoiar projectos adicionais, informou o Tesouro.Entretanto, o forte apetite dos investidores reflecte a melhoria no sentimento em relação à África do Sul, que animou depois de o Tesouro ter divulgado uma arrecadação de receitas melhor do que o previsto e reafirmou a sua postura de consolidação fiscal na actualização do orçamento no mês passado.
A confiança foi ainda mais reforçada pelo fim virtual dos cortes programados de energia desde o início do ano passado e pelos esforços do Governo sul-africano para lidar com os gargalos logísticos que têm prejudicado as exportações.
A S&P Global Ratings reconheceu em Novembro a melhoria dos indicadores económicos com a sua primeira revisão em alta da notação de crédito do país desde 2005. E, na semana passada, os investidores adquiriram 3,5 mil milhões de dólares em obrigações sul-africanas denominadas em dólares, o que atraiu uma procura quase quatro vezes superior ao montante oferecido.
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