O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, defendeu esta quarta-feira, 3 de Dezembro, em Inhambane, a necessidade de sincronizar o sistema fronteiriço e melhorar o processamento nas fronteiras com Moçambique, sublinhando que mudanças urgentes podem impulsionar o escoamento de produtos e serviços entre os dois países, escreveu a Lusa.
Falando durante o Fórum de Negócios Moçambique-África do Sul, Cyril Ramaphosa afirmou levar “uma mensagem muito forte de Moçambique de que devemos sincronizar os nossos sistemas e melhorar o processamento das fronteiras para que mais serviços ou produtos possam ser transportados.”
Segundo Cyril Ramaphosa, o mau funcionamento dos actuais sistemas fronteiriços prejudica as trocas comerciais e provoca atrasos significativos, sobretudo no transporte de camiões sul-africanos. “Isto deve ter um fim. Devemos ter um posto de fronteira para que possamos fazer isso e devemos trazer o mesmo que outras regiões do mundo fazem. A Europa é um bom exemplo”, afirmou.
O Presidente sul-africano salientou que, na Europa, “produtos e serviços são transportados de forma igualitária em todas as fronteiras”, o que permite uma partilha equilibrada dos rendimentos. Para Cyril Ramaphosa, a harmonização dos procedimentos poderá duplicar o comércio bilateral, ao garantir que os produtores movimentem mercadorias “muito rapidamente, sem desperdício de tempo e dinheiro.”
O chefe de Estado da África do Sul acrescentou que os actuais “procedimentos burocráticos também detêm os investidores”, defendendo a necessidade de simplificar processos complexos no continente. “A Europa é um exemplo muito bom e precisamos de estudar como a Europa conseguiu fazer isso de maneira correcta”, reforçou.
Com a dinamização dos corredores comerciais, Cyril Ramaphosa acredita ser possível harmonizar e simplificar custos e procedimentos entre os dois países. “A África do Sul está comprometida a trabalhar com Moçambique para abordar todos estes desafios e constrangimentos e melhorar o processamento das fronteiras”, garantiu.
Já o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, destacou que o fórum, que reuniu dezenas de empresários e autoridades, demonstra que ambos os países possuem complementaridades “capazes de gerar valor económico significativo quando articuladas de maneira estratégica.”
Daniel Chapo sublinhou que Moçambique tem uma “localização geoestratégica privilegiada” que oferece à África do Sul uma porta de acesso competitiva a mercados regionais e internacionais, aliada à estabilidade macroeconómica e a um ambiente mais aberto ao investimento. O governante garantiu que o Executivo continuará a assegurar todas as facilidades previstas na lei, reforçando um ecossistema de negócios cada vez mais atractivo.a d v e r t i s e m e n t
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