a d v e r t i s e m e n tO governador da província de Inhambane, Franscisco Manuel Pagula, considerou “inaceitável” que, 15 anos após o início da exploração de gás natural, existam apenas cerca de três mil ligações de gás canalizado, defendendo medidas urgentes para acelerar o acesso e reduzir o custo de vida das famílias, informou o jornal O País.

Segundo o governante, o número de ligações é manifestamente insuficiente face ao potencial energético da região. “É realmente preocupante. Não faz sentido que, 15 anos depois, Inhambane ainda não sinta na prática os benefícios do gás canalizado”, afirmou, reconhecendo atrasos estruturais na expansão da rede doméstica. Ainda assim, garantiu que o Governo provincial tem vindo a pressionar a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos para imprimir maior celeridade ao processo.

Como resultado dessa articulação institucional, está prevista, para este ano, a realização de cerca de mil novas ligações nos três distritos do Norte actualmente cobertos. “Só este ano, vamos fazer quase um terço do que foi feito em mais de uma década”, frisou. Apesar do avanço, o dirigente admite que o ritmo permanece aquém das expectativas, sobretudo porque centros urbanos relevantes, como Massinga e Maxixe, continuam fora da rede de gás canalizado.

Enquanto a expansão estrutural não se materializa, o Executivo provincial aposta em soluções intermédias para aliviar a pressão sobre o custo de vida. Entre as medidas está a instalação de pontos de enchimento de gás de cozinha dentro da província.

O governador recordou que foi inaugurada, recentemente, uma unidade de produção em Inhassoro, e revelou a decorrência de trabalhos para viabilizar um ponto de enchimento em Inhambane. “Isso vai permitir que o gás chegue mais barato à população”, explicou.

Paralelamente, a província prepara a introdução do Gás Natural Veicular no transporte público, com a construção dos primeiros postos fora da província de Maputo, no âmbito de um investimento avaliado em cerca de cinco milhões de dólares, apoiado pela Sasol. O projecto inclui a aquisição de 20 autocarros movidos a gás para rotas urbanas e interdistritais. “O gás natural veicular é uma alternativa limpa, segura e eficiente”, afirmou o governador.

Para o Governo provincial, o desafio permanece claro: transformar a riqueza energética local em benefícios concretos para os cidadãos. “Somos representantes da população. O que dizemos é aquilo que a população nos diz. E a população quer gás canalizado, quer gás mais barato e quer transporte acessível”, concluiu.

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