a d v e r t i s e m e n tOs Presidentes de Moçambique, Daniel Chapo, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, inauguraram nesta quarta-feira, 3 de Dezembro, em Inhassoro, província de Inhambane, a primeira fábrica de gás doméstico do País, investimento que envolveu a petrolífera sul-africana Sasol.
Segundo noticiou a Lusa, a participação de Cyril Ramaphosa na inauguração da unidade de processamento e produção de gás doméstico surge após convite feito pelo homólogo, Daniel Chapo, sendo um investimento que vai permitir ao País cortar em mais de 70% as importações deste produto, com a expectativa de redução dos preços.
Trata-se da nova Fábrica de Processamento Integrado a cargo da Sasol, resultante do Acordo de Partilha de Produção (PSA) entre Moçambique e a petrolífera, num investimento de mil milhões de dólares (63,2 milhões de meticais) para a produção de gás de cozinha no País, tendo em conta que já explora a produção de gás em Temane (Inhassoro) e Pande (Govuro), na província de Inhambane.
A Sasol anunciou, no início de Novembro, que tinha feito o carregamento experimental do primeiro lote de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), conhecido como gás doméstico, em Moçambique, antecedendo a inauguração da fábrica. A empresa explicou que o êxito da operação de carregamento do recurso constituiu então um marco importante no processo de comissionamento da nova infra-estrutura.
A nova unidade vai permitir ao País reduzir a dependência de importações deste produto, aumentar a disponibilidade de combustíveis no mercado interno e gerar novas oportunidades de negócio e emprego no sector energético, afirmou anteriormente o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale.
O governante indicou que o Executivo pretende também avançar com a abertura de espaço para permitir a participação do sector privado neste projecto de gás e noutros relativos às áreas de combustíveis e electricidade, “mas garantindo, em simultâneo, melhor regulação e fiscalização pelo Estado.”
Segundo dados do Governo, o projecto de PSA preconiza, respectivamente, a produção de 53 milhões de megajoules de gás natural por ano, que irá materializar a implementação da Central Térmica de Temane (CTT) e a produção de quatro mil barris de petróleo leve por dia.
A CTT terá capacidade para produzir 450 megawatts de energia eléctrica e a unidade de processamento de 30 mil toneladas anuais de GPL.
A primeira pedra desta unidade foi lançada em 2022, e o Governo chegou a estimar anteriormente para 2024 o início da produção naquela unidade, adiado depois para Março e mais tarde para Novembro deste ano.
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