Durante um mês, IShowSpeed, de 21 anos, fez uma corrida a tentar acompanhar uma chita na África do Sul, visitou uma mina de diamantes no Botsuana, descobriu a gastronomia etíope, dançou com o grupo étnico Maasai no Quénia e explorou as pirâmides no Egito. O influenciador afro norte-americano, que partilhou nas redes sociais e transmitiu ao vivo as suas experiências, conseguiu, a julgar pelos milhões de comentários, mostrar aos internautas que África é mais desenvolvida do que aparenta ser. “Eles fizeram-nos acreditar que a África era pobre e miserável, as transmissões ao vivo mudaram a minha perceção”, reagiu um dos seguidores. IShowSpeed ​​passou por Lagos (Nigéria), Luanda (Angola), Lusaca (Zâmbia), Harare (Zimbabue) e Adis Abeba (Etiópia). Também visitou Nairóbi (Quénia), onde se reuniu com a ministra do Turismo queniana, Rebecca Miano, e recebeu uma mensagem de boas-vindas do Presidente William Ruto. Segundo um especialista em redes sociais e fundador do ‘Internet sans Frontières’, Qemal Affagnon, Darren Watkins Jr., nome verdadeiro do influenciador, “mostra uma outra África, uma África em movimento, modernizando-se e ansiosa por realizar grandes feitos”. “Numa altura em que o poder executivo norte-americano por vezes apresenta África em termos bastante pejorativos, está a divulgar uma narrativa diferente”, disse Affagnon. No YouTube, a digressão “Speed ​​Does Africa”, com quase quatro milhões de inscritos a mais em um mês, foi um sucesso e uma apresentação ao vivo na final do Campeonato Africano das Nações, em Marrocos, que já acumulou 15 milhões de visualizações, entrando no top 10 da plataforma. Speed ​​também tem 45 milhões de seguidores no Instagram e 47 milhões no TikTok, com uma fortuna pessoal estimada em 20 milhões de dólares (16,7 milhões de euros) pela Forbes. O objetivo do influenciador não é apresentar-se como o “salvador” da África, mas mostrar sua “verdadeira imagem”, sem paternalismo ou vitimização, garantem os fãs. “O facto de ele ser o primeiro ‘streamer’ norte-americano a fazer uma turnê completa por África é histórico. É uma grande conquista para a indústria do ‘streaming'”, comemorou o ‘youTuber’ nigeriano Stephen Oluwafisayomi, também conhecido como “Stevosky”. IShowSpeed ​​começou a carreira como ‘streamer’, filmando-se a si mesmo a jogar videojogos. Fã de futebol e, em particular, de Cristiano Ronaldo não se contentou em ficar na sua cadeira de jogador e viajou para a Ásia, Europa e América do Sul. Em 2024 e 2025, Speed ​​foi nomeado “Streamer do Ano”, um prémio internacional do setor, e, devido aos excessos, foi banido da plataforma Twitch entre 2021 e 2023. A turnê deve de terminar esta semana com um teste de DNA que supostamente revelará as origens do IShowSpeed ​​no continente. Leia Também: África pode contribuir para multilateralismo diferente na atual rutura

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