A inflação na Zona Euro avançou 2,2% em setembro, face a igual período do ano passado, segundo a estimativa rápida revelada nesta quarta-feira pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat). O valor representa assim uma subida de 0,2 pontos percentuais face à inflação registada em agosto, que tinha sido de 2,0%, e representa uma subida significativa de 0,5 pontos percentuais face à inflação registada em setembro de 2024 (que tinha sido de 1,7%). Segundo a análise do Eurostat, o índice de preços dos serviços (aumento de 3,2%), seguido pelos preços de comida, álcool e tabaco (3,0%) foram aqueles que mais influenciaram a subida registada em setembro. O preço dos bens energéticos recuou 0,4%, enquanto os bens industriais não energéticos avançou 0,8%. Excluindo apenas a energia, a inflação foi de 2,5% no grupo de 20 países que partilha a moeda única, e excluindo também a comida não processada, o valor foi de 2,4%. Esta é a chamada inflação subjacente (core), que exclui preços de produtos mais voláteis. O valor da inflação mantém-se um pouco acima dos 2%, que é a meta traçada pelo Banco Central Europeu (BCE) para a inflação. Num discurso nesta terça-feira, a presidente do BCE, Cristine Lagarde, garantiu que os riscos à inflação estão “bem contidos”, apesar de ter deixado um alerta para a necessidade de vigilância. Em Portugal, a inflação recuou para 2,4% em setembro depois de cinco meses sempre a acelerar, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística revelada nesta terça-feira. (Notícia em atualização)

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