A taxa de inflação mensal da Zimbabwe Gold (ZiG), a novidade moeda introduzida pelo país, caiu para 0,3% em Junho, uma redução de 0,6 pontos percentuais em relação à taxa de Maio, que foi de 0,9%. A informação foi divulgada pela Dependência Vernáculo de Estatísticas do Zimbabué (ZimStat), que destacou os esforços em curso para estabilizar os preços.
Segundo uma publicação do portal de notícias The Herald, apesar da queda mensal, a inflação anual aumentou para 95%, supra dos 85,7% registados em Abril. Esta subida resulta do efeito amontoado da média das taxas mensais ao longo de 12 meses, segundo explicou a ZimStat, e está relacionada com a desvalorização cambial ocorrida em Outubro de 2024.
As autoridades zimbabueanas sublinharam que a tendência mensal progénito é mais relevante, pois uma inflação baixa e sustentada acabará por fazer tombar a taxa anual. A evolução é atribuída às políticas fiscais e monetárias restritivas implementadas pelo Governo e pelo Banco da Suplente do Zimbabué (RBZ).
Segundo a ZimStat, os principais sectores que influenciaram a inflação da ZiG em Junho foram a habitação, chuva, electricidade, gás, combustíveis, notícia e transportes, contribuindo com um aumento conjunto de 0,3% no Índice de Preços no Consumidor (CPI).
No caso do dólar americano, a inflação mensal foi de 0,2% em Junho, representando um ligeiro aumento face à taxa de -0,3% registada em Maio. Os preços de vitualhas e bebidas não alcoólicas tiveram o maior impacto, com uma taxa negativa de -0,2% na variação mensal.
Ao combinar os dados das duas moedas — ZiG e dólar americano —, o Índice de Preços no Consumidor Ponderado registou uma inflação mensal de -0,1% em Junho, ligeiramente inferior dos 0,0% registados em Maio, indicando firmeza nos preços globais.
Economistas afirmam que a manutenção da trajectória progénito da inflação depende da ininterrupção das actuais políticas orçamentais e monetárias conservadoras, muito uma vez que da disciplina cambial e da crédito no sistema monetário recentemente adoptado.
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