O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou que a inflação anual abrandou para 4,38% em Novembro, o valor mais baixo dos últimos quatro meses, segundo dados divulgados esta quarta-feira (10) na página do Banco de Moçambique. O desempenho deveu-se, sobretudo, à evolução dos preços dos alimentos, das bebidas não alcoólicas, das comunicações e do mobiliário, que contribuíram para o abrandamento observado. Esta é a segunda queda consecutiva da inflação homóloga, que passou de 4,83% em Outubro para 4,38% em Novembro. As variações do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mostram que os produtos alimentares, as bebidas não alcoólicas e vários serviços tiveram um peso determinante na redução do ritmo de crescimento dos preços. As tarifas dos alimentos e das bebidas não alcoólicas desaceleraram de 11,52% em Outubro para 9,52% em Novembro, enquanto o sector da saúde registou uma descida de 4,89% para 2,59%. Verificaram-se também reduções no mobiliário e equipamento doméstico, que passaram de 3,94% para 3,62%, e na categoria de recreação e cultura, que desceu de 4,72% para 4,34%.advertisement O sector dos transportes manteve igualmente a tendência de queda, ao passar de -1,70% em Outubro para -1,59% em Novembro. Estes dados evidenciam que a alimentação e os serviços essenciais continuam a ser os principais factores de contenção da inflação anual. Em termos mensais, o IPC registou uma subida de 0,29% em Novembro, abaixo dos 0,47% observados no mês anterior. Embora moderado, este aumento mensal contribui para explicar a desaceleração da inflação homóloga registada no período. Em Outubro, Moçambique tinha registado uma variação mensal de 0,47%, acima dos 0,29% assinalados em Setembro, segundo o INE. Apesar desta subida, a inflação homóloga recuou ligeiramente para 4,83%, face aos 4,93% registados em Setembro, indica o relatório do IPC. A análise do IPC por produto mostra que a subida mensal de Outubro foi influenciada, sobretudo, pelo aumento dos preços do tomate (12%), do peixe seco (3%), do camarão seco (16,8%), do carapau (1%), da lenha (7,6%) e do limão (48,1%). Segundo o INE, “estes produtos contribuíram para a variação mensal com cerca de 0,39 pontos percentuais.” O comportamento dos preços em Outubro e Novembro revela um alívio gradual da pressão inflacionária, especialmente nos alimentos e nos serviços essenciais. A queda sucessiva da inflação homóloga reforça a tendência de estabilização do custo de vida no País.advertisement
Painel