A indústria do turismo em Moçambique criou 13 milhões de empregos directos e arrecadou 33 milhões de dólares (2,1 mil milhões de meticais) para os cofres do Estado entre 2019-23, segundo dados divulgados esta segunda-feira, 3 de Novembro, em Vilankulo, cidade costeira da província de Inhambane. A informação foi apresentada durante a Primeira Conferência e Feira Internacional do Turismo, que decorre até esta terça-feira e reúne actores do sector turístico nacional e internacional. Entre 2019-23, o sector do turismo no País registou igualmente investimentos superiores a 1,1 milhão de dólares (69,5 milhões de meticais), evidenciando o seu peso crescente na economia nacional e o potencial de expansão. O vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Francisco Mboene, sublinhou a importância de continuar a apostar-se no turismo. “Estes números mostram que o turismo é muito mais do que lazer. É uma alavanca para o desenvolvimento económico, para a inclusão social e para a criação de empregos dignos”, destacou. O responsável acrescentou que o sector exige “uma visão empresarial, inovação e uma cooperação público-privada sólida.” Para o dirigente, “as parcerias entre o Estado e a iniciativa privada são fundamentais para transformar o turismo moçambicano”, reforçando a necessidade de colaboração entre todos os actores do sector. Por sua vez, o ministro da Economia, Basílio Muhate, que presidiu à abertura oficial da conferência, afirmou que o Governo considera o turismo um sector estratégico para o desenvolvimento socioeconómico do País. “Durante estes dois dias, temos a oportunidade de reflectir sobre o nosso compromisso de promover o turismo, um recurso renovável que pode contribuir para a diversificação da nossa economia”, declarou. O governante destacou ainda a singularidade de Moçambique como destino turístico. “O nosso país é um dos poucos no mundo que oferece, na mesma linha territorial, os ‘Big Five’ da selva e os ‘Big Five’ do mar”, explicou. Os ‘Big Five’ da selva referem-se aos cinco animais mais emblemáticos e difíceis de observar na savana africana – elefante, leão, búfalo, leopardo e rinoceronte –, enquanto os ‘Big Five’ do mar incluem espécies marinhas de grande valor turístico e ecológico, como tubarões, tartarugas, peixes pelágicos, golfinhos e dugongos. Basílio Muhate apelou ainda aos empresários presentes na conferência para investirem nas oportunidades que Moçambique oferece no sector turístico, destacando a importância de desenvolver produtos inovadores e experiências sustentáveis que valorizem o potencial único do País. Fonte: Rádio Moçambique (RM)
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