a d v e r t i s e m e n tA indústria do café do Zimbabué, com forte presença na província de Manicalândia, está a atravessar um ressurgimento após duas décadas de declínio. Esta indústria, que já foi uma das mais dinâmicas do país, procura recuperar a sua importância, reforçando os rendimentos dos agricultores e aumentando a entrada de divisas estrangeiras, escreveu o portal de notícias The Herald.
Recentemente, na cidade de Mutare, realizou-se uma conferência que juntou várias partes interessadas para discutir os desafios e as oportunidades do sector. O encontro destacou o potencial de Manicalândia para a produção de café e a necessidade de apoiar os pequenos agricultores, que passam a ter um papel central na revitalização da indústria.
Agências governamentais, como o Instituto de Investigação do Café, técnicos de extensão e organizações como o Conselho de Desenvolvimento Hortícola (HDC), estão a fornecer recursos, formação e assistência técnica. Este apoio permite aos agricultores melhorar as práticas de cultivo, aumentar os rendimentos e elevar a qualidade do café.
Introduzido para os pequenos agricultores em 1982, o café abriu novas oportunidades económicas. Na década de 1990, o sector atingiu o auge, produzindo 15 mil toneladas métricas e empregando mais de 20 mil pessoas. Actualmente, os pequenos agricultores produzem apenas 60 toneladas métricas, segundo o Ministério das Terras, Agricultura, Água, Pesca e Desenvolvimento Rural.
Apesar de a infra-estrutura de moagem ter capacidade para 50 mil toneladas métricas, continua subutilizada. O sector emprega actualmente 12 mil pessoas, entre empregos directos e indirectos, e enfrenta o desafio de aumentar a produção para responder à crescente procura global, que atinge 7 dólares por quilograma.
O ministro de Estado para os Assuntos Provinciais e Descentralização de Manicalândia, Misheck Mugadza, destacou na conferência o potencial do café para beneficiar as comunidades locais. De acordo com o governante, a indústria pode melhorar os meios de subsistência, criar emprego e contribuir de forma significativa para a economia nacional.
“Não estamos apenas a falar de reviver uma cultura, estamos a falar de revitalizar toda uma comunidade e recuperar o nosso lugar de direito no mapa global do café. Queremos reconhecer o trabalho árduo e a resiliência dos nossos agricultores, que, apesar dos inúmeros desafios, continuaram a cuidar das suas plantas de café”, concluiu Misheck Mugadza.
Painel