A actividade económica em Moçambique registou um recuo em Agosto, após ter alcançado, em Julho, o nível mais elevado dos últimos dois anos, segundo o mais recente Índice de Gestores de Compras (PMI, na sigla inglesa) publicado pelo Standard Bank. Apesar de se manterem os aumentos em áreas como a produção, as novas encomendas e a criação de emprego, o índice caiu de 50,7 em Julho para 49,9 em Agosto, voltando a posicionar-se abaixo do limiar dos 50 pontos, que separa a expansão da contracção no desempenho das empresas. O estudo indica que, embora se tenha verificado uma segunda recuperação consecutiva da produção, o ritmo de crescimento foi significativamente inferior ao observado no mês anterior. O dinamismo foi liderado pelos sectores da construção e da agricultura, enquanto o sector secundário, os serviços e o comércio por grosso e a retalho registaram contracções que limitaram a expansão global. O Standard Bank destaca ainda uma redução acentuada nos prazos de entrega dos fornecedores e uma nova diminuição dos ‘stocks’, apesar de as aquisições de meios de produção terem aumentado pela primeira vez desde Abril. O aumento no volume de vendas, motivado por uma maior procura e incremento das aquisições, resultou numa subida do emprego pelo terceiro mês consecutivo — a mais robusta em mais de um ano. Em Agosto, as empresas moçambicanas expandiram também a sua actividade de aquisição, o que lhes permitiu reduzir os níveis de encomendas em atraso. Paralelamente, os preços de venda aumentaram, num contexto de subida mais acelerada dos custos de aquisição e das despesas com salários. O economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, salientou no estudo que o sentimento empresarial melhorou em Agosto, o que se reflecte na subida do subíndice de expectativas para os próximos doze meses. Cerca de 42% das empresas inquiridas projectam crescimento futuro, apoiadas pelo avanço de projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL). Mussá apontou ainda o recente acordo entre o Governo de Moçambique e a Al Mansur Holdings, empresa de investimento do Qatar, como um factor de confiança, com um compromisso de investimentos na ordem de 1,3 bilião de meticais (20 mil milhões de dólares), direccionados para sectores como a agricultura, as infra-estruturas, o turismo, o petróleo e o gás. Segundo o economista, a concretização deste investimento poderá mitigar os desequilíbrios no mercado cambial e dar resposta às necessidades do Estado em matéria de despesas de capital, embora os prazos de execução ainda não estejam definidos. Fonte: Lusaa dvertisement

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