
O indicador preferido da Reserva Federal norte-americana (Fed) para a inflação – o índice de preços com despesas no consumo pessoal (PCE) – acelerou, em setembro, para os 2,8% em termos homólogos. O valor fica em linha com as expectativas dos analistas e representa um ligeiro aumento face aos 2,7% registados no mês anterior. Já em cadeia, o crescimento foi de 0,3%, também dentro das previsões dos economistas. Excluindo os preços voláteis dos produtos alimentares e da energia, o PCE subjacente acelerou 2,8% em termos homólogos e 0,2% em cadeia. Ambos os valores já eram antecipados pelo mercado e, sem grandes surpresas, os investidores continuam bastante confiantes que a Fed vai mesmo avançar com um corte de 25 pontos base nas taxas de juro em dezembro. As probabilidades de o banco central flexibilizar a política monetária na próxima reunião têm oscilado bastante nas últimas semanas. Os membros da Fed mostram-se divididos em relação a um alívio nos juros diretores – algo que já tinha acontecido no último encontro -, mas a inclinação para um corte por parte de dois “pesos pesados” da entidade (o presidente da Fed de Nova Iorque e o governador Christopher Waller) acabaram por dar grande confiança aos mercados. Tal como os investidores, o banco central parte para esta reunião com visibilidade reduzida, devido ao “shutdown” mais longo do país que adiou a recolha e divulgação de informação essencial para avaliar o estado da economia norte-americana e o duplo mandato da Fed: inflação nos 2% e o pleno emprego. Os dados da criação de emprego de outubro vão ser conhecidos em conjunto com os de novembro, mas já depois da reunião que se realiza de 9 a 10 de dezembro.
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