advertisemen tO Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) comunicou que o ciclone tropical Gezani não representa mais uma ameaça para Moçambique, tendo retornado ao oceano Índico, esclarecendo que o sistema se deslocou paralelamente à costa de Inhambane e não atingiu o continente, ou seja, os ventos inicialmente previstos não foram sentidos em sua totalidade. “É importante destacar que o ciclone tropical passou e, felizmente, se manteve afastado da costa de Inhambane, não atingindo o continente, o que reduziu seus impactos. Já está a caminho do canal de Moçambique, não representando mais uma ameaça para as províncias das regiões Sul e Centro”, explicou Adérito Aramuge, diretor-geral do INAM. Citado pela Agência de Informação de Moçambique, Aramuge também esclareceu que qualquer precipitação registrada nas províncias de Gaza e Maputo não está relacionada à passagem do ciclone, já que o País está na estação chuvosa, período em que a precipitação é considerada normal. “É necessário separar esses dois eventos, as chuvas que podem ocorrer não têm nenhuma relação com a passagem do fenômeno Gezani”, disse ele. Por sua vez, Luísa Meque, presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), afirmou que as famílias que estavam abrigadas em centros instalados na cidade de Maxixe, uma das áreas afetadas na província de Inhambane, já podem retornar para as suas as casas. “Após visitas de avaliação a alguns bairros, as autoridades constataram que as condições mínimas de segurança para o retorno da população estavam presentes. Oito centros de acolhimento foram ativados em Inhambane, que atualmente abrigam 871 pessoas, correspondentes a 109 famílias”, acrescentou. Dados atualizados do INGD indicam que, desde o início da estação chuvosa, em outubro, 856 mil pessoas foram afetadas em todo o País, com registro de 215 mortos e 314 feridos, assim como foram abertos 137 centros de acomodação, que abrigaram 112,9 mil pessoas. Atualmente, 51 centros ainda estão ativos, com pelo menos 41.197 pessoas. Desde 7 de janeiro, 246 unidades sanitárias, 635 escolas e cinco pontes também foram danificadas. No setor agrícola, as enchentes afetaram 554.603 hectares de cultivo, dos quais 287.810 foram considerados perdidos, atingindo 365.137 agricultores. Estima-se também a morte de 530 998 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves. Moçambique encontra-se em estado de alerta vermelho face a actual época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas mudanças climáticas, enfrentando ciclicamente enchentes e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afetaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos causaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement
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